quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lucio Dalla Chissa Se Lo Sai? Subtitulado em Português


Chissa Se Lo Sai?

Quem Sabe Tu Sabes?

Eu vi você e neste momento
não há dois olhos como os teus
tão negros tão solitários
que, se olhares para mim de novo e não os mover
até os meus se tornam belos
e compreender como tu ris
fingir que não entendo, não quero problemas
mas eu juro que por essa boca
que se te olho fica vermelha,
morrerei
Mas quem sabe tu sabes
mas quem sabe tu sabes
Talvez tu não saibas
Não, tu não sabes
Assim, falamos de distâncias
e do céu e para onde irá dormir a lua quando sai o sol
quem sabe como era a terra antes que houvesse amor
embaixo de qual estrela, daqui há mil anos, se houver
uma estrela,
poderemos nos abraçar
Então a noite com seu silêncio regular
o silêncio, que às vezes parece a morte,
dá-me a coragem de falar
e dizer-lhe calmamente
 lhe dizer, finalmente,
que eu te amo
e que eu nunca vou deixar  de te amar
Então agora tu sabes,  agora tu sabes...

Lucio Dalla

Elaboração de vídeo - Sulla Fagundes

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

sombria e muda

Que chegue o amor com vago intento
As dores de sua consequência,  sejam
do vento
Fique o amor como, mormaço, abraço
Como centro de mim, não se afaste
Que tome  meus  beijos nessa chegada
Que de mim seja a  mordaça
Que me cale o corpo em brasa
Sombria e muda, morena senhora de vis
intentos
Que chegue o amor desnudando quimeras
Aquecendo o lado da alma,sendo como o
mar e o céu
Suas estrelas nunca sepulte

sulla fagundes





Solto meus cabelos 
Penso nas palavras 
Voam as  borboletas
Conto as silabas nas 
frases 
Cintilam as estrelas
nas madrugadas
Faço um conto que nem
sinto
Sol brando se foi  com
a  primavera 
Meu verão e os temporais 
presumem-me
Vejo a frente pelejas 
Sou delas o que mais gosto
O sal da terra e as águas
lavam  
A vida sempre ressurge 
E eu conto um pouco de mim
Tenho  presságios 
Sinto elementos ,grafitados ,
em meus  muros 
Sou os  passos  que dei  
Desenho onde estive, com o
mesmo lápis 
Nada apago na longa memória 

sulla  fagundes



Opaco

OPACO

Olhar para céu e nadar
Subir  em um dia claro ou na
vermelhidão sangrenta
Em uma nuvem que passe ou
se presuma
Um sonho  de paz, lagrimejado
suplicando no infinito surdo
Que parem, endureçam emudeçam
Calar o coração, a dor do assistir
passivo
Mãos atadas, gritos surdos
Forças que imobilizam
Orquestra que  substima o
músico
A corda que roe  quaisquer segurança
O artista que cambaleia no tramular
das  bandeiras
Um risco de morte !
Viver castrado de  sonhos
Não é  vida, é sobrevivência sem olhar
 nos espelhos
No espelho de sua conscinêcia
E se enchergar, desnudo , no  fundo dos
olhos
Dos desafortunados ,de tudo
Sonhar,  lutar e construir o mundo, com
 tintas sem pinceis
É mergulhar-se por inteiro, nos
tinteiros
Numa imensa aquarela
E  rolar  colorindo o opaco  das indiferenças


sulla  fagundes

Um dia lendo um livro

Um  dia lendo um livro


Minha sede abrasou-se
Em  tua ausência constante dos dias
Quando nada me senti, e o medo de
desmoronar, fora a estaca a qual
fora fincada no chão de estrelas
Meu mundo eras, naquela hora ao relento
E o nada não se  deseja como abrigo
Era  mentira tudo que pensei que havia
como representação de equilíbrio
Não fora nada quanto mais tua vida,
 como  dizias
Via passar pelas noites  toda poesia
dedicada  a  um  passado,  que em
delírio,  inventavas
Quem sente muito, cala; e o silencio?
Fica sem alma nem fala,surdo sem tato
Completamente sem sentido,se revela
Quem sabe a  sorte de estar plena, e
em delírio desatento
Quando mais eu lia maias  grafitada estava
em ti
E nesse  silêncio mortal, imoral minha  flor
onde minhas  borboletas sei, a  beijam
Flor de  cantar bem longe ,  tão longe daqui
Possa eu   novamente  crer, que o amor foi
feito também para mim

sulla  fagundes

Sonhos e sal

Sonhos e sal


Era o  mar banhando meus  pés
Como a lembrar  aos meus  passos
da tua  chegada
Que  não tarda a aquece-los
O mar e  suas  memórias puricas
Doces demais, pouco salgadas...
O mar revolto de felicidades no
ponto exato
Desenhou nas areias teu rosto em
escultura elevada
Estatica deitei-me ao teu lado na
areia quente
Amanheci ensopada de sonhos e sal
Entre sóis e quimeras o cherio em
rosas e maresias
Revivera eu num cochilo odores de
desse amor
Que me  queima o corpo e as horas


sulla fagundes