sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Lamentar ....
Quando chegas de pés sujos
Evito falar, muda, calada, ainda
poderia esquecer
O perfume, diferente, nos teus
pelos
Lamentar ...
Poderia apenas te banhar, evitar
o tempo que aguardo...exata hora
Estrutura que apronto para o adeus
Lamentar...
Quando derrubas suores em linhos
encardidos ...
Sempre sobre a mesa o jantar, frio
dos teus atrasos, lamentados ...
Lamentar ...
As lágrimas as quais recolho a temperar
teu prato
Mato o dendezeiro lá fora, onde faço teu
predileto prato ...a colorir teus lábios
Lamentar ...
Quando de costas me vir, com meu feio
vestido ...
O lamento irá abraçar-te, nem o colorido
dos teus lábios terás ...
Mato com água, fervente em homeopáticas
doses .. o dendezeiro ...
O qual trouxe do outro lado do meu mundo
sulla fagundes
terça-feira, 23 de outubro de 2012
AMANDO
Um som no ar
Uma voz a chamar
Como um clamor, dedilhado
Que me tocasse os seios
Alguns acordes, que me fizessem
dançar
Nessa onda de tons e suspiros
Já assim me levasse o coração
Aí dor boa de sentir, ao perder
o chão
Nessa entrega, o coração roubado
Seria de suores os lamentos...
Torcer os lençóis nesse tormento
É sofrer, o flechado coração ...
Rei das emoções, fazendo poesia,
escrita, nos lanhar dos corpos
Como a tatua-los,ao corpo os mais
belos,versos
sulla fagundes
domingo, 21 de outubro de 2012
Meu Jatobá
Há um, velho, jatobá em mim
Ele carece ser vergado, vergador padecer
de poeta
Nem o chamo amigo, o faço companheiro
Nessa mistura simples, dele me espelho
Eterno espectador, seria seu sonho me vir
ao solo, ao meio?
Mas na fúria, tranquila, dos vendavais
assovia ele, as canções que conheço ...
..
Me preparo, a posta sobre meus calcanhares...
Jatobá e eu, labutamos...
Um dia, quem sabe, ainda o quebre
sulla fagundes
TANTO FAZ
Um ponto, num jota, num verso
um ponto de entrada na poesia
Um verso, num meio de poema
Era a lira livre, um braço aberto
De tudo que se viva fica o peso
Numa preocupação insensata
Um erro, natural, pronto a ser
cometido lamentado
Com métrica, correta, de soneto
sonhado aquele desejado
Alias, se deu cor poema, e ou
ajudou, apenas, o poeta a compor...
Talvez fosse cadente. a decadência
Era um estrela que nasceu para apelos
pedidos
Um pelo trocado, púbis desastroso
Erro que se traz para si vigiado
Aberto ao sofrimento, seja como for
vale a pena
Já não importa o fel que tragarás ...
Traga a teimosia, etern,a parceria de
poeta
sulla fagundes
FACETA DE POETA
Trocar poemas, algumas linhas
num equilíbrio, como artificio ...
Um ofício em meio ao vício
Vicio de trocar, trocar versos apimentados
Zona erógena, caminho ardiloso
Diz o sonhador, desenhar-se em arte
Artimanha de conquista ... apenas
Uma poeta, solto, acompanhado a poesia
eterno triangulo
No bar vinho tinto, seco, cedo acaba
O sol tarda a propósito do encantamento
Uma face junto ao livro, entre paginas
não perde um verso...
Costura num mesmo ritmo, como sandalo
Roga mais uma madrugada, o vil poeta
Lá vem ela, cheia de inspirações como a
engana-lo
Sorri, ela naquele trajeto, o toma flechado
Aconselha-o entre as pernas morenas
Ele, tão mal interpretado, a toma num só gole
A coloca nos ombros, acolhe num abraço
Ela num frisson conhecido, deleita-se
Ele a coloca nos lençóis bordados, o qual sobejara
da noite passada
E, a faz dançar a luz dos olhos, reflexo profano,
da lua ...
sulla fagundes
domingo, 14 de outubro de 2012
POR ISSO PARE
Pare repouse em si mesma
Pare não corra contra o vento
Eu já parei, pra te esquecer
Pare de fugir, contar as horas
para não me encontrar
Eu já esqueci as palavras com
as quais me levou a acreditar
Acreditar, ser feliz
Pare, olhe para traz não há nada
nem rastro
Pare de ser rato, o gato adormeceu
Pare de correr.... ao encontro do
desencontro
Pare, rumei junto a poesia fazendo
versos de mim
Pare de juntar medos, tolos, não ha
nem a sombra, do que fui
Já não há tempo para amar assim,
feito criança
Cresci metros de medos, acumulei
mais mágoas insuportáveis
Aquelas, que jurastes que me livrarias
Pare, nem sois nada nem poesia
sulla fagundes
POETA ERRANTE
Passando pela janela do acaso
Tomando um último porre
Caindo junto com os planos...
Juntando, os cacos que sobram
dos sonhos
Passando na roleta, de volta
Um bilhete no bolso ,um lenço sem
aceno
Um vão no abismo, lágrima quente
na face
Um motivo para um poema triste
O tempo marcando mais a face
Mais um erro, uma ruga
Sem apelos, no fundo da alma a dor
latente ...
Sobre a mesa, um copo de vinho azedo
Um adeus dito, o final decretado
Um último, tímido, abraço... a alma saindo
do corpo
O poeta mais uma vez tropeça nas linhas
Eterno errante ... apenas sente emoções
não as lê claramente
Claro são as estrelas a persegui-lo,entre
as madrugadas
sulla fagundes
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