terça-feira, 13 de agosto de 2013

Perfume exalado

Perfume exalado


No  céu que  pintei
Tua  boca contornei
Teu sorriso, meu exílio
Nas asas das quimeras
Estou aqui alado sonho
Se a dor, a  ti fizer chorar

Meu amar te abraçaria
Este  estado de canção
Retrato em aquarela
Pinceis inesgotáveis de ternura
e paixão
Tem teu ventre, como tela

Meus  beijos de algodão
Nossas  noites de vertiginosas
ilusão
Nem que ao menos, a  sonhe
será meu ,teu nome sufocando, os
instintos de amante

Chorando, escondendo mais esta  sina
É o que principia mais poesias
O poema mais  uma vez,  sangrado
A transbordar em cinzas, o papel
queimado
Que peça o destino me pregou ...
Nem dos teus  cabelos,  o perfume
 exalado

sulla fagundes


domingo, 11 de agosto de 2013

Há um raio nascendo

Há um raio nascendo
Como a invadir meu aposento
Será a manhã chegando?
Um um verso, que invento a cada
dia
Uma mania de sobreviver inventando
Amanhã, pela manhã, olharei direito
Se a invasão deveras existe
Talvez seja um verso caído, esquecido
Tentando não se perder do escrito
A aurora chega assim, nem demora
Não se parece com a madrugada, encantada
Ela traz o sol, que queima a retina
A matina, tem cheiro de acordar
E, eu não compreendo o dia não funciono
bem na claridade
A luz do sol, me rouba o sonho
A madrugada já se foi esconder
E, eu nem terminei a poesia
O raio de sol lembrou-me a realidade
À saudade a fisgar devorada
Vou banhar-me ao mar, somente para debochar


sulla fagundes


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Irmãos


Irmãos

Sou feliz  pois  somo e  agrego
Mesmo no  seios  dos  mesquinhos
Jamais  serei partícula na imensidão
Sou  mulher, parideira  cidadã
Meus portões  abertos, são abraços
Sem perguntas de onde vens ou  vais
Apenas  desça e descanse, pegue um prato
sirva-se
A botija que   bebo é  de água fresca
Minha  boa  rotina é  de  abrigo
Minha  casa  simples, é  de  amigo
Cantando a velha canção, de mesmo caminho
Quando entristecem os  dias, lembro do balançar
da  gangorra de minha infância
Me sinto menina e  criança, cheia de medos e vis
pesadelos
Me jogo contra ás parede  da razão,  sem mira
ou precisão
Busco o  foco da vida e  minha  bandeira
Sei dos  frutos  ruins, que no caminho irei
arrancar
E dos  espinhais que  irei  pisar ...
Sou feliz por  ter  laranjais na memoria
Uma  terra  rica e  bendita onde os  homens, que
anseiam por  dias  de iguarias iguais
Como eu , possamos nos sentar após a ceia  e cantar
Um único hino, o da liberdade em volta da  fogueira


sulla fagundes




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Poeta casulo amargo

Poeta  casulo amargo

O poeta  voa  entre as  estrelas
nas madrugadas
como louco, a procura das musas
O poeta caminha na orla da praia
a procura das sereias
O poeta sem papel, escreve nas folhas
dos coqueiros
O poeta, é um casulo amargo, onde
guarda, lindas, borboletas
O poeta se perde de amor, se acha nos
lençóes ensopados
Se perde apaixonado, se acha acabrunhado
O poeta não se casa,veleja entre poemas
o poeta,escreve o que não sente
Sente, intensamente, o que escreve
o poeta é preso e livre
Preso no papel, e livre nas linhas
O poeta não escreve  dança, balança se
contorce
O poeta não chora, se derrama
E, vazio se enche de inpiração, exalando-se
escondido

sulla fagundes

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dentro de mim

Dentro de  mim

Não tenho por quem chorar
Pegunto ãs lágrimas a me faltar
Como poeta, não tenho noites nem dias
Tenho avarias
Tenho imagens, de antigos amores
Alguns temporais a recordar
Espaços vagos, áquela espera
Nem me  lembro a  cor dos cabelos
Me recordo a porta  batendo
As jardineiras  floridas de setembro
Minhas  horas mortas e frias
Cedem, pedem passagem ás alegorias
Teu vulto, minha maior relíquia
Nada mais me  vale em branco e preto
Um pequeno instante  como estatura
Ao lembrar de  ti,  logo se esquece

sulla fagundes


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

NOSSOS ABSURDOS TEUS E MEUS

NOSSOS  ABSURDOS TEUS E MEUS


Meus  absurdos, abram alas
Deixem os passar ...
Enquanto me  permito comete-los
Há tantos absurdos passando, enquanto
os  leio
O mundo é uma  esfera, achatada recheada
deles
O universo é um absurdo definido
E mais absurdo ainda, é  sua  definição
o infinito é tão absurdo, que não  fim
o  homem  é um absurdo, quando se propaga
Devemos a  nós mesmos um quinhão de absurdos
Se não  ficaremos  fora do compasso
O absurdo menos tolerável, é  aquele  requer
explicação
Quando se  quer  ser claro, vem um absurdo a
perguntar quem és tu
Desconfiado ao vir um novo absurdo, que é você
Então conjuguemos um verbo novo, nem tão novo
O verbo absurdar,na atmosfera. Em qualquer
lugar, onde  se possa  respirar
Entretanto, quando não se mais possa respirar
saibamos enfim morremos
Morremos, que  é  o  climax  de todos os absurdos
Nascer, viver deixar saudades  sem saber se há um
lugar
Lugar onde  descanse  todos os absurdos,  que  se
possa  ter  cometido
Talvez  sejamos devorados,  independente da  cor
e posição social
Debaixo da terra, cremados em um absurdo final
infeliz
Então me  deixe lavar  meus  absurdos,  nas linhas
as  quais  me  perco

sulla  fagundes


Sapatilhas

Sapatilhas


Colorir  meu  mundo, contornar os  riscos
Desenhar  minha  história, juntar alguns
pedaços
Procurar meus remendos, no baleiro de costuras
Curar minhas  feridas, que  sangram demais
Me achar em algum vilarejo do mundo
Acertar os ponteiros, do relógio da praça
Encontrar o  velho palhaço, que encerava  meus
espetáculos
Deixe  a poeira  baixar no  sótão, meu coração
gritar
Me permita chorar tudo, que  eu tenha trancado
Não quero dividir pesos, de uma  vida inteira
Há uma teia, armada, no canto da  sala
Algumas  pétala, de  flores  secas ao lado  do
do velho vaso
Um cansaço, constante, nas paredes da casa
Uma garrafa de  vinho, uma só taça
Um amigo de seis  cordas, um pinho  o pandeiro
marcando os compassos
Cabelos  grisalhos nas têmporas e, ao lado ,a
certeza de estar plenamente vazia
Um coração insistente, em mante-se vivo
Um grito sórdido entalando, um  brado
Tantos pesadelos inconcientes, sonhos em branco
e preto
Um porta retratos solitário, ao lado de ninguém
Uma canção pairando, como  como torturar o que
pretendo  esquecer
um mundo emoldurado, vejo nas vidraças ao cair da
chuva
Lugar sagrado, entre os  relâmpagos e a ventania
Moram  as  sapatilhas onde  voo com as gaivotas
como   eterna  bailarina

sulla  fagundes