sábado, 6 de outubro de 2012
Arriscando
Um risco na lousa negra
Um pó entre as letras
giz, talvez ...
Fez partir a lógica
Súbito desfoque
Não deu leitura, ofuscada...
Arriscando
A moça. muda, de sonhos
audaciosos
Fraquejava nas tiranias
das horas
Seus bordados a enganar
seus avós
Arriscando
a voz tremula, entoava uma
canção na varanda
Meu desejo despertando
Era menina, morena, Lisa
Eramos nós, arriscando as
iguarias
Era de relatar sem virgulas
sulla fagundes
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Não leve a mal
Me leve a toa me leve naquele
terraço
Me leve a dor da tua perda...
Me leve, leve na flauta doce
Me leve o coração me adormeça
Me leve a sério
Me machuquei demais, se faça paz
Não me leve a mal
Me leve para passear no verão
Me perca de vista, se assim quiser
Me confunda os instintos primitivos
Me leve o coração as roupas ...
Me leve a poesia sem rima
Não me leve a mal, apenas me conduza,
a sério ou não
Estou de passagem comprada ...
Pare a condução desse clamor, e, me
deixe deitada, nua, não me leve a mal
Me leve o bem que te quero
Não me leve a sério
Meu coração já falta, o farto, pedaço
Me leve ao mormaço, de um afeto selado
Me leve a sério agora ...
Não se esqueça que sou poeta
Caiba direito nos meus versos ...tolos
Me leve o fato, de pensar passar sem razão
sulla fagundes
Voltei a fazer
Versos de amor que desenho
A cada par de hora, para ti senhora
Voltei a colocar o coração para funcionar
Correndo a tua volta envolvendo-te nas
rodas das minhas saias
Voltei a fazer
O que te encanta, cantar com lirismo meus
afetos
Como carola, desconjuro o ato sexual, o qual
adoro
Compondo apenas para te ganhar a afeição
Tão bandida, me faço bendita
Numa esquina, de freira vestida, lá vou eu ...
sem as minhas intimas peças ...
Veja a onda de sacrifícios sendo santa ...
Nem mais me lanço em tangos
Vestida num vestido longo, branco, composta
Sentada sem decote, no verão, ainda me lanço
num samba canção irritante
sulla fagundes
Me liberte desse cativeiro
Não me olhes assim com receio
Esperar é meu castigo, aceito
Me ofereça-se, sem respeito
Toda oração nesse par de seios
Andei tanto chão, basta de promessas
Lava a bainha do facão ...
Enquanto danço a dança da tua terra
Não venço esse castigo me atropela
os sentidos
Meu amor, deixe de preguiça, me aceite
de uma vez
Evite essa reza ,infinda, entre castigos
Com "não" puxando a ladainha
No tempo já estou, molhada de chuva
Ressecada ao sol latente
Desesperada, no vão, do vento ...
Sem defesa, acabarei num ataque numa miragem,
deste deserto
Reze baixo, calada, sem adeus ...
Temo um achaque perturbado, que sei que possuo
E, saia de vez do teu caminho ...
Que te custa um perdão mendigado
Não culpes a tormenta que causei delirada
A vida abrevia em datas consome planos
Então vem sonhar no mesmo travesseiro
sulla fagundes
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Clamo eu, enquanto delicia-te
Sigo rumo as estrelas, sou poeta
Lá onde mora minha emoção, te
vejo de fato
Vou seguindo um cometa que não
alcanço
Numa aurora dessas, me encanto
de uma estrela
Nessa estreia, volto para terra e me condeno
Enquanto a chuva não passa, misturada
as minhas secas lágrimas, olho cega de uma
perda a qual me condeno
Tateando o tempo perdido, digo ainda
que o amar é um rito simples
Basta ser criança sem heranças de ventres
Minhas mãos envelhecidas minhas rugas,
antigas, espelham meus erros
Enquanto, eu poeta, me confesso a madrugada,
um arrependimento
sulla fagundes
Entre, sente-se e veja
Os dissabores daquela ausência
O estrago que posso suportar
Entre a porta sempre esteve aberta
Sente-se naquela cadeira, junto ao
bar
Veja que as minhas rugas, estão mais
profundas
Entre logo feche a porta o sol arde
em minha retina
As estrelas que eu olhava a tua procura
queimaram minhas córneas
Sente-se, ouça, o tanto de absurdos que
a vida me deu
Veja o tamanho do erro que cometi, e sem ti
nada entra, nem senta quanto mais me ver
com os olhos,com os quais tu me olhavas
sulla fagundes
Era tanto querer que prostrada
Ansiosa é tu tão gulosa não superava
a própria espera, por ti proposta ...
Querias, com tanta gulodice, ver o que as
minhas roupas escondiam ...
Tremia ao pedir, e eu fatigada, temendo a
novidade ..meio menina, assustada me escondia
de mim mesma
Via o desejo, urgente, surgir no rubor da tua face
Não poderia aparentar com nada que eu havia
vivido, era assim tua pocessão delirante
E, sem sentido queria, pedia e fugia da nudez
do meu corpo ...entre apelos teus, desesperados
Eram noites assim me pedindo e me negando
Ciumenta ... querias tocar-me suar..arder mas
ser ímpar em orgasmos ...
Tinha que ser parte ativa ... nada de trocar o
lado, certo, da cama ninho
Assim eras tu ... sufocando, por ciúme, teus
desejos que nunca pude ter ...
sulla fagundes
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