sábado, 28 de abril de 2012

ME ENCANTA



Me entrontre na madrugada
Preciso te ver  mais as claras
O sol ofusca minhas palavras
Tendo a lua testemunha de mim...
Me encontre na madrugada

Veja com mais poesia
O que  escurece teu dia,  venha
vamos dançar , enquanto a poesia
se  desenha
Venha, me encontre na madrugada
onde estou a espera dos versos

Na madrugada dos poetas  ...
Aquela que encanta os versos dá
corpo ao escrito
Desenhando a melodia  ...em lirismos
emaranhados nos fios  das esperanças
Me encanta a madrugada, rolam ... as
lágrimas  abortam as  angustias

Me encanta deveras a madrugada ...


sulla fagundes

sexta-feira, 27 de abril de 2012

GEADA


Meus olhos vêm a fumaça
Qualquer  embaçar de espelho
Gelada maneira, coisa da estação
por  vir
Congelado cuco, que se abriga no
relógio da sala de estar

Na parede  ao lado do  sofá
Os ponteiros não prendem os instantes
As saudades  em  rompantes ...
Gelada olho  para a vidraça embaçada

Um nevoeiro  imenso  ....
Teu  vulto assemelha-se  á   qualquer
chegada
E.. sentada  no teu sorriso, cativa do teu
abrigo num abraço
Nem sorrio ,apenas espio o tempo que
não passa ... arrasta  os planos  que  fiz

Quando me  sinto esquecendo ... meio
adormecida
Grita o cuco,  de repente,  atrasado ...  de
pijama  e  me chama  ...
E...  em meio a geada, calada, ainda sonho
Meus em planos....  de  fumaça ...

sulla fagundes

COISA QUE INCOMODA


Que  a  lua  se  desobriga da madrugada
Que as  estrelas,  fechadas em copas, deixa
o poeta  de costas sem nada
A poesia, resoluta, nem  se coloca nas inspirações
Tem coisa que faz o  sol reinar absoluto ...   em
incontáveis manhãs


A madrugada  adormece  seus meandros
Não chove, aquece ou esfria ,apenas, incomoda
a arte da poesia
Tem coisa que  incomoda
Como o cão que  come  suas ovelhas  ... não
tem jeito  não tem jeito  ....

sulla fagundes

Soluçou a madrugada


Morreu o mais velho poeta
Professor da nostalgia
Por quem chora a poesia
Aquele o qual se apaixonara
Com ele deitara teve versos
lindos
Tímidos, ainda na adolescência.
Lá se vai, corre o cortejo
Ela vestida de negro, traz saudades
nas mãos
Nos olhos vertente de lágrima..
Na cama a mais absoluta .. saudade
A lua, escondida, medita
As estrelas, rezam, em corrente
O sol não adormece desde então
A poesia .. abraça a canção, em
desconsolo ..
Sem letra, a musica, ainda acalanta
Nessa longa espera .. em luto

sulla fagundes

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PEQUENA MAGIA


Saber o quanto passa o tempo
E.. com raça e a contento
Subir na ponte e não atravessar
Dançar sobre ela pular, como pipoca
num parque de diversão, soltar mais
pedidos, reais, de perdão

Balançar com magia ...
Lavar toda a louça da pia
Deixar correr mais um dia, sentir a
poesia que lhe cabe ou apropria
Levantar na hora de versar com lirismo

A magia
E... ver cantar a poesia, raiar mais
um dia..ou cantar a madrugada tardia
Tardar o sol a sua revelia ... bailar
sem sapatilhas ...
Morrer de amor com sobriedade ...
Casar-se de mãos dadas misturando os
caminhos ou estradas ...
Estar alerta com o ser amado deixar de ser
debochado ...

A magia ...
É com poesia, retratar-se de fato ...
ao dizer te amo ...a luz da magia, antes
que amanheça o teu mal dia ...
Com poesia ... correr atrás dum verso
E... deixar de ser prolixo, ser companheiro
num banhar de águas de cheio na tina, feita
de pineiro
De maneira triste ou matreiro antes que o
tempo te roube o cortejo
E morras sozinho na multidão ou no banheiro

sulla fagundes


quarta-feira, 25 de abril de 2012

TENS COMPANHIA


Nada,  nunca, jamais
Nuvens brancas membros
torneados  jovens febris mas...
tens companhia ...a saudade

Carnudas  bocas  que  usas
Retendo  na memória, tão certo
como cada sol que deveras nasce

Mas tens  companhia ...a saudade
Daquela  que  machuca, sangra
Daquela que te amou tanto ...
Daquela  que te  desejou, com a
sede  do  saara, e,  tens companhia
a saudade ...

Que a  mente  traz,  como miragem ...
Daquela  que ardias,  nas  noites
em brasa, em suplicas
Daquela  que te  quis mais do que
fugir  do assombro da morte

Daquela  que te  conheceu mais que
a falta de sorte
E...  te  degostou  a  vinho fino
Daquela   que matastes antes  de ir
embora

sulla fagundes

terça-feira, 24 de abril de 2012

PELEJA


Se a imagem do tempo  não fosse  cruel
E.. se  algumas estações,  ainda, tivessem
por  passar
Se a memória me faltasse ou as  bocas
não tivessem me caluniado
Talvez meu verso, alado, tivesse caminhado
jamais  se arrastado
Se eu tivesse falado, desabrochado o aflito
Ah!! se  tu  tivesses  ouvido !
Ou lido  o  que clamavam  meus  olhos e
meu coração aflito
Se eu  pudesse  esquecer  as marcas se
não fossem como tatuagens
Minha  inquietude te sente, mas é  só minha
És  peleja como eu, em ti descansei  algumas
bagagens
Eram tuas  e minhas,  porém mais forte  que eu,
levaste contigo para meu castigo
Já era costume coisa  de quem peleja

sulla fagundes