quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Poeta casulo amargo

Poeta  casulo amargo

O poeta  voa  entre as  estrelas
nas madrugadas
como louco, a procura das musas
O poeta caminha na orla da praia
a procura das sereias
O poeta sem papel, escreve nas folhas
dos coqueiros
O poeta, é um casulo amargo, onde
guarda, lindas, borboletas
O poeta se perde de amor, se acha nos
lençóes ensopados
Se perde apaixonado, se acha acabrunhado
O poeta não se casa,veleja entre poemas
o poeta,escreve o que não sente
Sente, intensamente, o que escreve
o poeta é preso e livre
Preso no papel, e livre nas linhas
O poeta não escreve  dança, balança se
contorce
O poeta não chora, se derrama
E, vazio se enche de inpiração, exalando-se
escondido

sulla fagundes

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Dentro de mim

Dentro de  mim

Não tenho por quem chorar
Pegunto ãs lágrimas a me faltar
Como poeta, não tenho noites nem dias
Tenho avarias
Tenho imagens, de antigos amores
Alguns temporais a recordar
Espaços vagos, áquela espera
Nem me  lembro a  cor dos cabelos
Me recordo a porta  batendo
As jardineiras  floridas de setembro
Minhas  horas mortas e frias
Cedem, pedem passagem ás alegorias
Teu vulto, minha maior relíquia
Nada mais me  vale em branco e preto
Um pequeno instante  como estatura
Ao lembrar de  ti,  logo se esquece

sulla fagundes


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

NOSSOS ABSURDOS TEUS E MEUS

NOSSOS  ABSURDOS TEUS E MEUS


Meus  absurdos, abram alas
Deixem os passar ...
Enquanto me  permito comete-los
Há tantos absurdos passando, enquanto
os  leio
O mundo é uma  esfera, achatada recheada
deles
O universo é um absurdo definido
E mais absurdo ainda, é  sua  definição
o infinito é tão absurdo, que não  fim
o  homem  é um absurdo, quando se propaga
Devemos a  nós mesmos um quinhão de absurdos
Se não  ficaremos  fora do compasso
O absurdo menos tolerável, é  aquele  requer
explicação
Quando se  quer  ser claro, vem um absurdo a
perguntar quem és tu
Desconfiado ao vir um novo absurdo, que é você
Então conjuguemos um verbo novo, nem tão novo
O verbo absurdar,na atmosfera. Em qualquer
lugar, onde  se possa  respirar
Entretanto, quando não se mais possa respirar
saibamos enfim morremos
Morremos, que  é  o  climax  de todos os absurdos
Nascer, viver deixar saudades  sem saber se há um
lugar
Lugar onde  descanse  todos os absurdos,  que  se
possa  ter  cometido
Talvez  sejamos devorados,  independente da  cor
e posição social
Debaixo da terra, cremados em um absurdo final
infeliz
Então me  deixe lavar  meus  absurdos,  nas linhas
as  quais  me  perco

sulla  fagundes


Sapatilhas

Sapatilhas


Colorir  meu  mundo, contornar os  riscos
Desenhar  minha  história, juntar alguns
pedaços
Procurar meus remendos, no baleiro de costuras
Curar minhas  feridas, que  sangram demais
Me achar em algum vilarejo do mundo
Acertar os ponteiros, do relógio da praça
Encontrar o  velho palhaço, que encerava  meus
espetáculos
Deixe  a poeira  baixar no  sótão, meu coração
gritar
Me permita chorar tudo, que  eu tenha trancado
Não quero dividir pesos, de uma  vida inteira
Há uma teia, armada, no canto da  sala
Algumas  pétala, de  flores  secas ao lado  do
do velho vaso
Um cansaço, constante, nas paredes da casa
Uma garrafa de  vinho, uma só taça
Um amigo de seis  cordas, um pinho  o pandeiro
marcando os compassos
Cabelos  grisalhos nas têmporas e, ao lado ,a
certeza de estar plenamente vazia
Um coração insistente, em mante-se vivo
Um grito sórdido entalando, um  brado
Tantos pesadelos inconcientes, sonhos em branco
e preto
Um porta retratos solitário, ao lado de ninguém
Uma canção pairando, como  como torturar o que
pretendo  esquecer
um mundo emoldurado, vejo nas vidraças ao cair da
chuva
Lugar sagrado, entre os  relâmpagos e a ventania
Moram  as  sapatilhas onde  voo com as gaivotas
como   eterna  bailarina

sulla  fagundes

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Liberdade

Liberdade

Eu não tinha  as palavras exatas

Não sou dona  delas, mas sei do anseio
Eu não sei  falar com leveza
Não tenho jeito, nem destreza
Minha alma vê  com beleza
Todo o ser,  que  se importa
Pareço única, nesse mundo imenso
Eu me importo  com a paz
Repudio a guerra,  que  se  desenha
Liberdade,  queria poder entrar em todo
o ser, que a clama
Não importa,  que eu seja um grão de
areia
Mas  o  grão que sou, traz  nas mãos
um punhado de amor
Meu nome é  liberdade, que o vento lhes
trouxe

Um milagre, que tu  merecias
Quero dividir-me,como pingos de tinta
Numa tela, para todos se lambuzariam


sulla fagundes




quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Oásis

Oasis


Se teu corpo fosse meu oásis
Se meu querer  te buscasse
Em teu  ventre, me  fartasse
Tua ausência  agoniasse
Meus sentidos roubasse

E, se minha alma desassossegada
Achasse em ti a morada
Se fosses minha, tão somente
namorada
Se não fossemos reféns
Contraditória evolução, erupção
Se a discordância e atos inúteis
calassem em face, ás voracidades
se os fatos, não gritassem tão alto,
sussurrassem ...
Quem sabe na linha, livre
Te presentearia com poesia
Meu coração cansado e músculos
exaustos
Se eu, ainda, soubesse falar mais
do presente
Menos de  horrores, do passado
Ainda assim, diria ao amor em versos
de sonhos
Que espero um amor, arrebatador
Suspenso do chão, colado á  lua
Território da poesia
Uma  grande paixão
Essa  sensação de  extrema fervura
Assim energizada, me  calasse
eternamente

sulla fagundes

01-08-2013

sábado, 27 de julho de 2013

Ambulante

Ambulante

Ouvia-se ao longe, disseram-me
Um mágico, um Deus, uma  força
Que tinha nas mãos, para dar
vender
Paciência, tolerância e doçura
E, eu cansada afinal eram longas
as estradas em tortuosos caminhos
Adormeci ao lado da lareira
Meus braços cansados, meus ombros
lanhados
O vento trouxera-me, um frangalho de gente
Os fragmentos de mim, exaustos
Me pus de pé, não sei bem como sai de encontro
 ao ambulante
Pedi lhe um punhado do que vendia
Nada mais havia, nada sobrara que  eu pudesse me
serbir
Sua venda esgotada, não tinha nem em estoque
Sua passada era única
Nem em previsão de chegar
Mas  ainda em sua mala haviam os brindes, que
ninguém quis
Ele. o ambulante deu a  mim  a "vergonha"
A vergonha de não possuir, doçura
A vergonha de explodir e me  envergonhar depois

sulla  fagundes