Poeta casulo amargo
O poeta voa entre as estrelas
nas madrugadas
como louco, a procura das musas
O poeta caminha na orla da praia
a procura das sereias
O poeta sem papel, escreve nas folhas
dos coqueiros
O poeta, é um casulo amargo, onde
guarda, lindas, borboletas
O poeta se perde de amor, se acha nos
lençóes ensopados
Se perde apaixonado, se acha acabrunhado
O poeta não se casa,veleja entre poemas
o poeta,escreve o que não sente
Sente, intensamente, o que escreve
o poeta é preso e livre
Preso no papel, e livre nas linhas
O poeta não escreve dança, balança se
contorce
O poeta não chora, se derrama
E, vazio se enche de inpiração, exalando-se
escondido
sulla fagundes
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Dentro de mim
Dentro de mim
Não tenho por quem chorar
Pegunto ãs lágrimas a me faltar
Como poeta, não tenho noites nem dias
Tenho avarias
Tenho imagens, de antigos amores
Alguns temporais a recordar
Espaços vagos, áquela espera
Nem me lembro a cor dos cabelos
Me recordo a porta batendo
As jardineiras floridas de setembro
Minhas horas mortas e frias
Cedem, pedem passagem ás alegorias
Teu vulto, minha maior relíquia
Nada mais me vale em branco e preto
Um pequeno instante como estatura
Ao lembrar de ti, logo se esquece
sulla fagundes
Não tenho por quem chorar
Pegunto ãs lágrimas a me faltar
Como poeta, não tenho noites nem dias
Tenho avarias
Tenho imagens, de antigos amores
Alguns temporais a recordar
Espaços vagos, áquela espera
Nem me lembro a cor dos cabelos
Me recordo a porta batendo
As jardineiras floridas de setembro
Minhas horas mortas e frias
Cedem, pedem passagem ás alegorias
Teu vulto, minha maior relíquia
Nada mais me vale em branco e preto
Um pequeno instante como estatura
Ao lembrar de ti, logo se esquece
sulla fagundes
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
NOSSOS ABSURDOS TEUS E MEUS
NOSSOS ABSURDOS TEUS E MEUS
Meus absurdos, abram alas
Deixem os passar ...
Enquanto me permito comete-los
Há tantos absurdos passando, enquanto
os leio
O mundo é uma esfera, achatada recheada
deles
O universo é um absurdo definido
E mais absurdo ainda, é sua definição
o infinito é tão absurdo, que não fim
o homem é um absurdo, quando se propaga
Devemos a nós mesmos um quinhão de absurdos
Se não ficaremos fora do compasso
O absurdo menos tolerável, é aquele requer
explicação
Quando se quer ser claro, vem um absurdo a
perguntar quem és tu
Desconfiado ao vir um novo absurdo, que é você
Então conjuguemos um verbo novo, nem tão novo
O verbo absurdar,na atmosfera. Em qualquer
lugar, onde se possa respirar
Entretanto, quando não se mais possa respirar
saibamos enfim morremos
Morremos, que é o climax de todos os absurdos
Nascer, viver deixar saudades sem saber se há um
lugar
Lugar onde descanse todos os absurdos, que se
possa ter cometido
Talvez sejamos devorados, independente da cor
e posição social
Debaixo da terra, cremados em um absurdo final
infeliz
Então me deixe lavar meus absurdos, nas linhas
as quais me perco
sulla fagundes
Meus absurdos, abram alas
Deixem os passar ...
Enquanto me permito comete-los
Há tantos absurdos passando, enquanto
os leio
O mundo é uma esfera, achatada recheada
deles
O universo é um absurdo definido
E mais absurdo ainda, é sua definição
o infinito é tão absurdo, que não fim
o homem é um absurdo, quando se propaga
Devemos a nós mesmos um quinhão de absurdos
Se não ficaremos fora do compasso
O absurdo menos tolerável, é aquele requer
explicação
Quando se quer ser claro, vem um absurdo a
perguntar quem és tu
Desconfiado ao vir um novo absurdo, que é você
Então conjuguemos um verbo novo, nem tão novo
O verbo absurdar,na atmosfera. Em qualquer
lugar, onde se possa respirar
Entretanto, quando não se mais possa respirar
saibamos enfim morremos
Morremos, que é o climax de todos os absurdos
Nascer, viver deixar saudades sem saber se há um
lugar
Lugar onde descanse todos os absurdos, que se
possa ter cometido
Talvez sejamos devorados, independente da cor
e posição social
Debaixo da terra, cremados em um absurdo final
infeliz
Então me deixe lavar meus absurdos, nas linhas
as quais me perco
sulla fagundes
Sapatilhas
Sapatilhas
Colorir meu mundo, contornar os riscos
Desenhar minha história, juntar alguns
pedaços
Procurar meus remendos, no baleiro de costuras
Curar minhas feridas, que sangram demais
Me achar em algum vilarejo do mundo
Acertar os ponteiros, do relógio da praça
Encontrar o velho palhaço, que encerava meus
espetáculos
Deixe a poeira baixar no sótão, meu coração
gritar
Me permita chorar tudo, que eu tenha trancado
Não quero dividir pesos, de uma vida inteira
Há uma teia, armada, no canto da sala
Algumas pétala, de flores secas ao lado do
do velho vaso
Um cansaço, constante, nas paredes da casa
Uma garrafa de vinho, uma só taça
Um amigo de seis cordas, um pinho o pandeiro
marcando os compassos
Cabelos grisalhos nas têmporas e, ao lado ,a
certeza de estar plenamente vazia
Um coração insistente, em mante-se vivo
Um grito sórdido entalando, um brado
Tantos pesadelos inconcientes, sonhos em branco
e preto
Um porta retratos solitário, ao lado de ninguém
Uma canção pairando, como como torturar o que
pretendo esquecer
um mundo emoldurado, vejo nas vidraças ao cair da
chuva
Lugar sagrado, entre os relâmpagos e a ventania
Moram as sapatilhas onde voo com as gaivotas
como eterna bailarina
sulla fagundes
Colorir meu mundo, contornar os riscos
Desenhar minha história, juntar alguns
pedaços
Procurar meus remendos, no baleiro de costuras
Curar minhas feridas, que sangram demais
Me achar em algum vilarejo do mundo
Acertar os ponteiros, do relógio da praça
Encontrar o velho palhaço, que encerava meus
espetáculos
Deixe a poeira baixar no sótão, meu coração
gritar
Me permita chorar tudo, que eu tenha trancado
Não quero dividir pesos, de uma vida inteira
Há uma teia, armada, no canto da sala
Algumas pétala, de flores secas ao lado do
do velho vaso
Um cansaço, constante, nas paredes da casa
Uma garrafa de vinho, uma só taça
Um amigo de seis cordas, um pinho o pandeiro
marcando os compassos
Cabelos grisalhos nas têmporas e, ao lado ,a
certeza de estar plenamente vazia
Um coração insistente, em mante-se vivo
Um grito sórdido entalando, um brado
Tantos pesadelos inconcientes, sonhos em branco
e preto
Um porta retratos solitário, ao lado de ninguém
Uma canção pairando, como como torturar o que
pretendo esquecer
um mundo emoldurado, vejo nas vidraças ao cair da
chuva
Lugar sagrado, entre os relâmpagos e a ventania
Moram as sapatilhas onde voo com as gaivotas
como eterna bailarina
sulla fagundes
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Liberdade
Liberdade
Eu não tinha as palavras exatas
Não sou dona delas, mas sei do anseio
Eu não sei falar com leveza
Não tenho jeito, nem destreza
Minha alma vê com beleza
Todo o ser, que se importa
Pareço única, nesse mundo imenso
Eu me importo com a paz
Repudio a guerra, que se desenha
Liberdade, queria poder entrar em todo
o ser, que a clama
Não importa, que eu seja um grão de
areia
Mas o grão que sou, traz nas mãos
um punhado de amor
Meu nome é liberdade, que o vento lhes
trouxe
Um milagre, que tu merecias
Quero dividir-me,como pingos de tinta
Numa tela, para todos se lambuzariam
sulla fagundes
Eu não tinha as palavras exatas
Não sou dona delas, mas sei do anseio
Eu não sei falar com leveza
Não tenho jeito, nem destreza
Minha alma vê com beleza
Todo o ser, que se importa
Pareço única, nesse mundo imenso
Eu me importo com a paz
Repudio a guerra, que se desenha
Liberdade, queria poder entrar em todo
o ser, que a clama
Não importa, que eu seja um grão de
areia
Mas o grão que sou, traz nas mãos
um punhado de amor
Meu nome é liberdade, que o vento lhes
trouxe
Um milagre, que tu merecias
Quero dividir-me,como pingos de tinta
Numa tela, para todos se lambuzariam
sulla fagundes
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Oásis
Oasis
Se teu corpo fosse meu oásis
Se meu querer te buscasse
Em teu ventre, me fartasse
Tua ausência agoniasse
Meus sentidos roubasse
E, se minha alma desassossegada
Achasse em ti a morada
Se fosses minha, tão somente
namorada
Se não fossemos reféns
Contraditória evolução, erupção
Se a discordância e atos inúteis
calassem em face, ás voracidades
se os fatos, não gritassem tão alto,
sussurrassem ...
Quem sabe na linha, livre
Te presentearia com poesia
Meu coração cansado e músculos
exaustos
Se eu, ainda, soubesse falar mais
do presente
Menos de horrores, do passado
Ainda assim, diria ao amor em versos
de sonhos
Que espero um amor, arrebatador
Suspenso do chão, colado á lua
Território da poesia
Uma grande paixão
Essa sensação de extrema fervura
Assim energizada, me calasse
eternamente
sulla fagundes
01-08-2013
Se teu corpo fosse meu oásis
Se meu querer te buscasse
Em teu ventre, me fartasse
Tua ausência agoniasse
Meus sentidos roubasse
E, se minha alma desassossegada
Achasse em ti a morada
Se fosses minha, tão somente
namorada
Se não fossemos reféns
Contraditória evolução, erupção
Se a discordância e atos inúteis
calassem em face, ás voracidades
se os fatos, não gritassem tão alto,
sussurrassem ...
Quem sabe na linha, livre
Te presentearia com poesia
Meu coração cansado e músculos
exaustos
Se eu, ainda, soubesse falar mais
do presente
Menos de horrores, do passado
Ainda assim, diria ao amor em versos
de sonhos
Que espero um amor, arrebatador
Suspenso do chão, colado á lua
Território da poesia
Uma grande paixão
Essa sensação de extrema fervura
Assim energizada, me calasse
eternamente
sulla fagundes
01-08-2013
sábado, 27 de julho de 2013
Ambulante
Ambulante
Ouvia-se ao longe, disseram-me
Um mágico, um Deus, uma força
Que tinha nas mãos, para dar
vender
Paciência, tolerância e doçura
E, eu cansada afinal eram longas
as estradas em tortuosos caminhos
Adormeci ao lado da lareira
Meus braços cansados, meus ombros
lanhados
O vento trouxera-me, um frangalho de gente
Os fragmentos de mim, exaustos
Me pus de pé, não sei bem como sai de encontro
ao ambulante
Pedi lhe um punhado do que vendia
Nada mais havia, nada sobrara que eu pudesse me
serbir
Sua venda esgotada, não tinha nem em estoque
Sua passada era única
Nem em previsão de chegar
Mas ainda em sua mala haviam os brindes, que
ninguém quis
Ele. o ambulante deu a mim a "vergonha"
A vergonha de não possuir, doçura
A vergonha de explodir e me envergonhar depois
sulla fagundes
Ouvia-se ao longe, disseram-me
Um mágico, um Deus, uma força
Que tinha nas mãos, para dar
vender
Paciência, tolerância e doçura
E, eu cansada afinal eram longas
as estradas em tortuosos caminhos
Adormeci ao lado da lareira
Meus braços cansados, meus ombros
lanhados
O vento trouxera-me, um frangalho de gente
Os fragmentos de mim, exaustos
Me pus de pé, não sei bem como sai de encontro
ao ambulante
Pedi lhe um punhado do que vendia
Nada mais havia, nada sobrara que eu pudesse me
serbir
Sua venda esgotada, não tinha nem em estoque
Sua passada era única
Nem em previsão de chegar
Mas ainda em sua mala haviam os brindes, que
ninguém quis
Ele. o ambulante deu a mim a "vergonha"
A vergonha de não possuir, doçura
A vergonha de explodir e me envergonhar depois
sulla fagundes
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