terça-feira, 2 de outubro de 2012


Era tanto querer que prostrada
Ansiosa é tu tão gulosa não superava
a própria espera, por ti proposta ...
Querias, com tanta gulodice, ver o que as
minhas roupas escondiam ...

Tremia ao pedir, e eu fatigada, temendo a
novidade ..meio menina, assustada me escondia
de mim mesma
Via o desejo, urgente, surgir no rubor da tua face

Não poderia aparentar  com nada que eu  havia
vivido, era  assim tua pocessão delirante
E, sem sentido queria, pedia  e  fugia da nudez
do meu corpo ...entre apelos teus, desesperados
Eram noites assim me pedindo e me negando


 Ciumenta ...  querias tocar-me suar..arder mas
 ser ímpar  em orgasmos ...
Tinha que ser parte ativa  ...  nada de  trocar o
lado, certo, da cama ninho
Assim eras  tu ...  sufocando, por ciúme,  teus
desejos que nunca pude  ter  ...

sulla fagundes


Conte sem receio  estou ao meio
Bata de  frente comigo, mas fique
Você nunca percebeu de fato o
o tom mais alto dos meus suspiros
cabisbaixa eu te acolho as palavras
Tentei te dizer que estava arrependida
que nossas almas choravam ... que eu ja
achado esta saída

Acolho entre perturbações, e arraso
entre versos chorados
Para que possas me perdoar e entender que
te procuro para te dizer que meu corpo minha alma
são tuas ...

Fico tão melosa as lembranças me
engolem ...estranhamente me rendo com prazer
Estou cansada de me torturar por não ter compreendido
o quando arrancavas suspiros de mim...

Tudo o que dissestes ou sentias...era poesia
Então parece que é o fim a menos que me de mais uma chance
de me render

Me assustava tanto amor dedicado...e eu so te fiz sofrer

Sou delicada, contemporânea ...
Era para sempre, a felicidade dos teus
olhos
Em meu sorriso ofuscada, assustada
Voltei pro bom, e velho armário quebrado
Não me protejo já não ha medos

Tua delicadeza, quando me invadia ....
Me fez temerosa, iludida pela terra firme, a qual,
pensei que pisava ....
Não abandone esse amor não desista se ainda
sentes
Se ele, o amor, reside ouça  meus apelos

sulla fagundes

sexta-feira, 28 de setembro de 2012


Pousando na  flor  do acaso
Casualmente a flor acontece
Na poesia desenha-se
Abre-se em uma estação desejosa

No inverno seca, e, ao chão despetalada
Aduba os versos a sua espera
E, o poeta jardineiro, cuida que ressurja
em poesia para a próxima estação

No desenhar de cada poesia, nasce absoluta
É sempre flor a mulher amada, e, o homem amado
as trás nas mãos na conquista
Flor é chamada  num carinho, pelo caminho nas varandas

Nos jardins, da poesia, a flor colore ...
Cada tentativa de escrita a flor entre as pernas da
amada enlouquece ...
Emudeço mesmo na língua morta da escrita
A flor solitária me encanta mais que os ramalhetes
fartos
Flor é assim chamada na essência

No seu espinhar, ainda bela, altiva de caule maduro
É ainda a mais desejada ao murchar
Ela por  ser fêmea abre-se quando tocada, como a
música a retoca-la
Canção, flor e poesia, ainda falam mais de amor como
artifício de poeta,
Que a própria madrugada mesmo inundada de estrelas

sulla fagundes

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


Era loucura minha gueixa
Sem queixas fazia motivos
Para me levar as festas
Sem motivo algum e submissa
Acalentava, alimentava minha ira

Era loucura minha gueixa
Entre mimos, lindos, fechava ainda
mais os olhos ...
Abria o que eu mais queria

Era seu dom ,maior, fingir-se minha
Meu  maior delírio
Meiga deitava-se a mesa a meu pedido
Me fazia as vontades mais tiranas ....

Era uma loucura minha gueixa
Pura que me enojava o fingimento ...
Gueixa tornara-se para mim ...
Era minha fantasia aquela pintura
Porcelana pura ... a mais impura daquelas
noites...

Era uma loucura
Sua falsa timidez por ser tão atriz
com tanto ciúme jamais a beijei

sulla fagundes


Não ha lugar  para poesia
Não se pode  desenhar na paz da lua
sem que nos aborreçam os versos
Não há lugar, certo, para a poesia calada

Não há paz onde se possa sonhar
sem que nos reconheçam sabe-se lá de
onde ...
ou nos  confundam em remelexos impuros
Nos calam, e, sumimos mudos aturdidos

Não há lugar para poesia ou pequenos trechos
aos quais, somente, nos leve a fazer o que nos
proponha os instintos

Os aprendizes da arte de escrita correm a todo
momento das aporrinhações  aparições que nos
fazem pisar na terra
somos da lua daquele vinhedo doce onde moram
as letras que formam os versos

Definitivamente não há lugar para poesia, absoluta,
seguir seu curso sem lesões inoportunas
Onde andariam as damas que apenas liam sobre o
amor sem falar demais e nela, a poesia, encontrar a
paz
Eu preciso de um retrato de mulher ilegível para supor,
tolamente, que somente me leia

sulla fagundes

terça-feira, 25 de setembro de 2012


Dance  comigo

Dance e sinta a canção fluir
No ar, ela voa deixando um perfume
de amor
Dance comigo
Esqueça os sapatos embaixo da mesa

Dance  comigo
Supunha que o tempo não passa
Não há motivos nem espinhos ao chão
Então venha... dance comigo

Sinta as  notas soltas a  saltar  apenas
dance comigo ...
Não feche os olhos a luz baixa não me
permite olha la

Venha  suspensa que te conduzo pelo
salão a vida inteira...
Sem pisar nem uma  vez, sequer, nos teus
pés

Venha dance comigo como se nunca tivesse
dançado...  cole,  calada, teu  corpo ao meu,
nas eternidades  dos salões  de  dança
Enquanto a música  não nos engana ...
Venha dance  comigo

sulla fagundes


Corre o poeta  cheio de versos
nos  bolsos
Transbordado de  sonhos
Escorrendo poesias pelos poros

Suando  poemas, delirando ....
Era  sua  febre  sofrer
Avalanche, turbulência,  era delirado
Febril seu modo,  mudo, de sentir

Com a barba  por fazer  rabisca
Sem fome, sem nome ,sem ela  sem nada
a temer
Com cede de falar, calado, faz-se esmirrado
Ante a madrugada que o faz  latente, maluco,
o mais demente  ...
O faz, simplesmente, poeta

sulla fagundes