sexta-feira, 31 de maio de 2013

POETA FERIDO

POETA FERIDO

Ferir  um poeta, deveria  ser  um crime 
sem fiança 
Na sua andança, sonha como criança 
E no sonho, que acredita ser real ,balança 
Feri-lo seria uma forma de ameaça ao seu
escrito 
O talento do poeta, está em quando sem querer,
ao escrever a poesia,acreditar  ser bendita 
Ele estava nas nuvens escrevendo e choveu brutal
Atormentado caiu, e rolou sobre as estrelas, 
Elas estavam paradas de olhos fechados ...
Não houve tempo de ampara-lo 
Caiu o poeta no mar, e as suas estrelas estão em
 luto
A madrugada gritou ao mar que se agitou em ondas
de horrores 
As  sereias, sonhadoras,  correram a procura-lo
Acharam-no  quase morto afogando-se  lágrimas 
As  ondas  a nina-lo, o  viu adormecer soluçado ...
Corria  tanta poesia  em seu desfalecer que o 
mundo aprendeu ...  
Não se pode ferir um poeta , a poesia  falece não
haverá quem a esculpa 

sulla  fagundes  

31-05-2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013


LETRAS GÓTICAS

LETRAS GÓTICAS

Se as palavras fossem rosas
Sem espinhos
As tomaria, como minhas ...
Se toda letra fosse gótica
As ninaria como meninas, tristes
E se toda mulher fosse romântica
Não haveria palavras trocariamos
margaridas e rosas
As moças  seriam tocadas com poesia
em ramalhetes
O belo moço,  seria um formoso vaso ...
Haveria de hospeda-las como menino
Sem aspereza, as tratariam como doces
princesas, num castelo de lindas palavras
Seria o vaso,um  romântico,e,se delas as
 pétalas que por vezes caíssem ...
O moço, vaso as apanharia
Ele  agora arranhado ,ela a murchar ...
pois o tempo existe, e passa
Mas o encantamento das doces palavras ...
em gestuais carinhos, os enlaçariam
As fariam formosas,  lindas, e  ele a,
rega-las ...
Toda manhã e por toda a vida,as aqueceria
As palavras,  rosas, deixariam  germinar as
sementes ...
E renasceriam assim, naturalmente ...

sulla  fagundes

3005-2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

SALA DE ESTAR

SALA DE ESTAR

E se o amor, que já não sei o meu nome
chegasse
Eu  nem sei como o  chamaria, talvez de
para sempre ...
Sem identidade, me chamo apaixonada
Amedrontada, ao vê-lo chegar no trem de
partir
E,eu se retornar, de coração partido, no
chão alguns espinhos?
Aqueles espinhos  que acreditar me trará
A poeira  dos móveis a sufocar,  a tormenta
do final ali no canto da sala
Sentada a me esperar
É nessa  hora, que certamente iria chorar
Recordar as horas de amor, a fingir ser

Será a melhor forma  de manter-me  viva
Amar e chorar na sala de estar
As horas ao espelho a traja-me bela ...
Um perfume encomendado, coisas  que se faz
  somente para ser lembrada
E, somente por amar, quase sempre mais do
que permitiria a  razão
Deverei ao coração, mais acúmulos pulsantes

sulla fagundes
29-05-2013



COAXAR

ZUMBIDOS

Na penumbra de um sonho qualquer
O que era verde vira mal me quer
É somente olhar com contemplação
As aves e suas plumagens passam ...
Como juras feitas no correr das mãos
Dão a este resto, um codinome vida

O que antes ansiava o amor hoje ...
aprumado rancor
Ah! aos desesperados para amar !
Zumbidos de abelhas pensam ser soprar
de anjos
Almas tão, ricamente, vazias ...
O coaxar de qualquer  rã, têm mais
sentimento ...
Até onde a vista alcança, os finais nos
antecedem que o horizonte aponta

sulla fagundes
29-05-2013


Dj@ Poeta


Hoje  me  tiraram a paciência
sai do sério
Hoje como senti ontem ,não estou
adocicada
Não estou cândida estou bruta ...
Estou sem limite por estar quase
triste
Estou como um poeta sem verso
no guardanapo
Estou com uma  vontade, imensa,
de sair na chuva, molhar a alma
Ficar assim cheirando a maresia
daquele meu mar que me chama e chama
Dançando ao longe, como a cortejar-me
Mas goteja demais, a nossa revelia, a chuva
E meu vento, amigo, parece de mal comigo
Não pára de assoviar nas folhas das palmeiras
da casa ao lado

sulla fagundes