sábado, 12 de janeiro de 2013

Sulla Fagundes - Um poema- Dennis Yost and The Classics Spooky.



Publicado em 20/12/2012
Um poema

Lenta hora que invade
Misterioso toque
Um desejo num canto de
lua
Uma voz rouca, louca
Um prazer em sinopse
Meu desejo em apelos em
horas nuas
A lua da cor do lençól
Bordados de estrelas em
almoxadas jogadas ...
um vinho em taças, uma
espera... em rosa ao vento...
Roupas jogadas,duas rosas
Um acerto, um erro ?
Um reflexo, duas almas
Dois versos, um poema ...
Dois poetas compondo, duas
mulheres ...
Dois idiomas, um encanto de
encontro
Um só poema em  preludio
Se desenham nos espelhos
A quatro mãos sintase
Iris exatas, uma história
Um poema prefácio singelo
Sirenas da poesia

sulla fagundes




Sulla Fagundes-poema- Brisa- música - Summer of




Publicado em 20/12/2012
BRISA

Uma tarde olhando as macieiras
Uma tarde olhando o infinito
Uma linha fina entre o ontem e
onde me escondo

Uma brisa leve transparente...
Uma inquietude na maçã
uma quentura, urgente, um fio um
raio morrendo ...
A areia aquecida, a maresia e o
odor das lembranças

Uma quimera, um veneno, entre a
ardência e a brisa
O horizonte deita sobre o mar ...
E eu sobre a rede dos pescadores
Um verão amanhecido nas ondas
Era um verão um menestrel cavalheiro
Amante galante ,suspirando veróes
Uma beleza de poema

sulla fagundes

Musica-Summer of

Johnny Mathis



sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A Árvore da Serra-Augusto dos Anjos


A Árvore da Serra

- As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pos almas nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minh'alma! ...

- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:
"Não mate a árvore, pai, para que eu viva!"
E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!

Augusto dos Anjos

AMOR DE PARDAIS

Antes de saber onde vou
Já a paixão me tragou
Os pardais que cantam nos
mananciais
Nos rios cascatas que correm
mais que minha sede
Mais um abismo que reconheço

E, eu me abandono feliz
Esqueço de mim nesses braços
Saciada de amor quase desfaleço
Adormeço e os pardais ainda me
acordam mais pensamentos

Meu abismo que reconheço
Meu pardal, logo esqueço de nós a
me saciar de amar
História que passa por mim
Logo me abandono de nós, em belos
contos de pardais

sulla fagundes



De volta


De volta

Nem sempre com poesia
Nem sempre insensível
Nem sempre com a alma
lavada
Mas de volta cheia de
amor
Repleta de saudades ...
Com tanta novidade ...
Contudo, sem transparência
Não relato os fatos
Já lavei cada prato e esvaziei
alguns copos e taças
Arrumei as gavetas, joguei alguns
trapos fora ...
Tenho um belo vestido, engomado,
Vermelho como a paixão que ocupa
 mais espaço que as tralhas

sulla fagundes


sulla fagundes

domingo, 16 de dezembro de 2012

"Esse cara não sou eu"Daniel Barthes



"Eu não sou o cara"

Autoria:

D.Barthes & Birhú

Eu faço graça prá você rir satisfeita,
Te atiro flores de dentro de um furacão,
eu transo todas e nem ligo se você aceita,
Sou um bastardo tatuado no seu coração.

Não precisa dizer sim,
Minhas correntes de cetim,
Fazem você guria,
Não conseguir viver sem mim.
Não precisa dizer sim
De você sempre estive afins,
Mas,se sou safado guria,
É porque você gosta assim.

Se você ri, dou risada ,
se você chora,choro com você,
se você se jogar da ponte,
no mesmo instante vou sentir sua falta.
Esse teu anjo torto,,
Por não ter onde cair morto
não pode morrer.

Sei que você sofre com a sanha desse teu destino,
Meus beijos longos como os dias de verão,
Incendeio o seu corpo com um desejo que fulmino,
Com um gozo louco,que celebro com um palavrão.

Teus pés descalços são muita loucura,
Acendem o sol na minha partitura
Nos becos chuvosos a luz só contracena,
Com a minha boca beijando a sua pele morena,

Não quero a dor que toda perda provoca,
Desço a Consolação de skate,comendo pipoca,
Como posso te pertencer bem amada,
Se me vou com o sereno da madrugada?