sexta-feira, 4 de outubro de 2013

NA PRIMEIRA PESSOA DO MEU SINGULAR

NA PRIMEIRA PESSOA DO MEU SINGULAR

Tenho dias de reflexões
Dias de paz e serenidade
Tenho dias de buscas
Retalhação retratação
Tenho dias de juntar e dias
de espalhar
Tenho dias de cansaços ...
Tenho dias de euforias e dias
silêncios
Tenho dias meus e dias de todos
vocês
Tenho em mim uma vida cheia
de rebarbas
Tenho dias sangrentos e dias
chorados
Tenho dias guardos em mim que
não quero achar
Dias que me acho perdida ...
Dias perdidos na estrada
E tenho dias como hoje, que não
defino

sulla fagundes


Sentimento perverso

Sentimento perverso

Tarde clara de menina
Um sonho de amarelinha
Singela no espampado
vestido
Olhos curiosos gulosos
de "sim'
Tantas  fitas nos cabelos
Ornamento de tiara
Menina abelha da colmeia
Paixão do poeta
Canção do maestro maldito
Desarranjo da orquestra
Menina de olhos amendoados
Quem dera ter nascido dez
anos antes
Assim seria minha amada
E meus sentimentos coerentes
Meus versos cortantes
Meu poema maldito delito
Seria meu soneto cortês

sulla fagundes

Escrevo

Escrevo

Eu escrevo nas paredes
No casulo, nos confinamentos
Nas minhas mãos nos meus pés
Escrevo nas imagens do dia
Na calada da noite, escrevo
Escrevo nas distancias ...
Nas incoerências ...
Escrevo nas adversidades ...
Escrevo para  você que não lê
Cativa das lembranças, empresto
as linhas
Eu escrevo na primeira pessoa
No meu singular, escrevo
Escrevo nos muros para os cegos
Descrevo a sexualidade dos anjos
Escrevo no desarranjo de ser gente
Na hipocrisia da tua mente doente
Para ti que não me aceita
Não aceita o mundo que te suporta
Escrevo para um monte de pele, que
ocupa espaço
E, chora suas indiferenças
Eu escrevo no espaço, que me cabe
Nas memórias da minha história
Escrevo nas solas dos meus sapatos
E caminho deixando minhas marcas

sulla fagundes

Apelo

Que chegue o amor com vago intento
As dores de sua consequência,  seja
do vento
Fique o amor como mormaço abraço
Como centro de mim não se afaste
Que tome  meus  beijos nessa chegada
Que de mim seja a  mordaça
Que me cale o corpo em brasa
Sombria e muda, morena senhora de vis
intentos
Que chegue o amor desnudando quimeras
Aquecendo o lado da alma,sendo como o
mar e o céu
Suas estrelas nunca sepulte

sulla fagundes



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Casa de amor

Casa de amor

Uma caixa no centro de mim
Uma teimosia pulsante
Um querer demente
Urgente, tolice pungente
sonhos  quebrados em cacos
Não tinha mais importância
Mas corta o pé, se descalço estiver

Era  somente cansaço
Batidas de pecados descompassados
O sol  brilhou nos cacos, que no chão
 estavam espalhados
Não havia nada na caixa
Era  o tempo  nublado, que demorava á
 passar
E, deixava a impressão de estar traçado,
trancado na caixa
Falava-se em prisão nublada, que o sol
esqueceu-se de ter atenção
Os pecados da caixa, estão na memória
dos suores
A casa de amor está vazia e clara como
o dia

sulla fagundes


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Perfume exalado

Perfume exalado


No  céu que  pintei
Tua  boca contornei
Teu sorriso, meu exílio
Nas asas das quimeras
Estou aqui alado sonho
Se a dor, a  ti fizer chorar

Meu amar te abraçaria
Este  estado de canção
Retrato em aquarela
Pinceis inesgotáveis de ternura
e paixão
Tem teu ventre, como tela

Meus  beijos de algodão
Nossas  noites de vertiginosas
ilusão
Nem que ao menos, a  sonhe
será meu ,teu nome sufocando, os
instintos de amante

Chorando, escondendo mais esta  sina
É o que principia mais poesias
O poema mais  uma vez,  sangrado
A transbordar em cinzas, o papel
queimado
Que peça o destino me pregou ...
Nem dos teus  cabelos,  o perfume
 exalado

sulla fagundes


domingo, 11 de agosto de 2013

Há um raio nascendo

Há um raio nascendo
Como a invadir meu aposento
Será a manhã chegando?
Um um verso, que invento a cada
dia
Uma mania de sobreviver inventando
Amanhã, pela manhã, olharei direito
Se a invasão deveras existe
Talvez seja um verso caído, esquecido
Tentando não se perder do escrito
A aurora chega assim, nem demora
Não se parece com a madrugada, encantada
Ela traz o sol, que queima a retina
A matina, tem cheiro de acordar
E, eu não compreendo o dia não funciono
bem na claridade
A luz do sol, me rouba o sonho
A madrugada já se foi esconder
E, eu nem terminei a poesia
O raio de sol lembrou-me a realidade
À saudade a fisgar devorada
Vou banhar-me ao mar, somente para debochar


sulla fagundes