Escrevo
Eu escrevo nas paredes
No casulo, nos confinamentos
Nas minhas mãos nos meus pés
Escrevo nas imagens do dia
Na calada da noite, escrevo
Escrevo nas distancias ...
Nas incoerências ...
Escrevo nas adversidades ...
Escrevo para você que não lê
Cativa das lembranças, empresto
as linhas
Eu escrevo na primeira pessoa
No meu singular, escrevo
Escrevo nos muros para os cegos
Descrevo a sexualidade dos anjos
Escrevo no desarranjo de ser gente
Na hipocrisia da tua mente doente
Para ti que não me aceita
Não aceita o mundo que te suporta
Escrevo para um monte de pele, que
ocupa espaço
E, chora suas indiferenças
Eu escrevo no espaço, que me cabe
Nas memórias da minha história
Escrevo nas solas dos meus sapatos
E caminho deixando minhas marcas
sulla fagundes
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Apelo
Que chegue o amor com vago intento
As dores de sua consequência, seja
do vento
Fique o amor como mormaço abraço
Como centro de mim não se afaste
Que tome meus beijos nessa chegada
Que de mim seja a mordaça
Que me cale o corpo em brasa
Sombria e muda, morena senhora de vis
intentos
Que chegue o amor desnudando quimeras
Aquecendo o lado da alma,sendo como o
mar e o céu
Suas estrelas nunca sepulte
sulla fagundes
As dores de sua consequência, seja
do vento
Fique o amor como mormaço abraço
Como centro de mim não se afaste
Que tome meus beijos nessa chegada
Que de mim seja a mordaça
Que me cale o corpo em brasa
Sombria e muda, morena senhora de vis
intentos
Que chegue o amor desnudando quimeras
Aquecendo o lado da alma,sendo como o
mar e o céu
Suas estrelas nunca sepulte
sulla fagundes
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Casa de amor
Casa de amor
Uma caixa no centro de mim
Uma teimosia pulsante
Um querer demente
Urgente, tolice pungente
sonhos quebrados em cacos
Não tinha mais importância
Mas corta o pé, se descalço estiver
Era somente cansaço
Batidas de pecados descompassados
O sol brilhou nos cacos, que no chão
estavam espalhados
Não havia nada na caixa
Era o tempo nublado, que demorava á
passar
E, deixava a impressão de estar traçado,
trancado na caixa
Falava-se em prisão nublada, que o sol
esqueceu-se de ter atenção
Os pecados da caixa, estão na memória
dos suores
A casa de amor está vazia e clara como
o dia
sulla fagundes
Uma caixa no centro de mim
Uma teimosia pulsante
Um querer demente
Urgente, tolice pungente
sonhos quebrados em cacos
Não tinha mais importância
Mas corta o pé, se descalço estiver
Era somente cansaço
Batidas de pecados descompassados
O sol brilhou nos cacos, que no chão
estavam espalhados
Não havia nada na caixa
Era o tempo nublado, que demorava á
passar
E, deixava a impressão de estar traçado,
trancado na caixa
Falava-se em prisão nublada, que o sol
esqueceu-se de ter atenção
Os pecados da caixa, estão na memória
dos suores
A casa de amor está vazia e clara como
o dia
sulla fagundes
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Perfume exalado
Perfume exalado
No céu que pintei
Tua boca contornei
Teu sorriso, meu exílio
Nas asas das quimeras
Estou aqui alado sonho
Se a dor, a ti fizer chorar
Meu amar te abraçaria
Este estado de canção
Retrato em aquarela
Pinceis inesgotáveis de ternura
e paixão
Tem teu ventre, como tela
Meus beijos de algodão
Nossas noites de vertiginosas
ilusão
Nem que ao menos, a sonhe
será meu ,teu nome sufocando, os
instintos de amante
Chorando, escondendo mais esta sina
É o que principia mais poesias
O poema mais uma vez, sangrado
A transbordar em cinzas, o papel
queimado
Que peça o destino me pregou ...
Nem dos teus cabelos, o perfume
exalado
sulla fagundes
No céu que pintei
Tua boca contornei
Teu sorriso, meu exílio
Nas asas das quimeras
Estou aqui alado sonho
Se a dor, a ti fizer chorar
Meu amar te abraçaria
Este estado de canção
Retrato em aquarela
Pinceis inesgotáveis de ternura
e paixão
Tem teu ventre, como tela
Meus beijos de algodão
Nossas noites de vertiginosas
ilusão
Nem que ao menos, a sonhe
será meu ,teu nome sufocando, os
instintos de amante
Chorando, escondendo mais esta sina
É o que principia mais poesias
O poema mais uma vez, sangrado
A transbordar em cinzas, o papel
queimado
Que peça o destino me pregou ...
Nem dos teus cabelos, o perfume
exalado
sulla fagundes
domingo, 11 de agosto de 2013
Há um raio nascendo
Há um raio nascendo
Como a invadir meu aposento
Será a manhã chegando?
Um um verso, que invento a cada
dia
Uma mania de sobreviver inventando
Amanhã, pela manhã, olharei direito
Se a invasão deveras existe
Talvez seja um verso caído, esquecido
Tentando não se perder do escrito
A aurora chega assim, nem demora
Não se parece com a madrugada, encantada
Ela traz o sol, que queima a retina
A matina, tem cheiro de acordar
E, eu não compreendo o dia não funciono
bem na claridade
A luz do sol, me rouba o sonho
A madrugada já se foi esconder
E, eu nem terminei a poesia
O raio de sol lembrou-me a realidade
À saudade a fisgar devorada
Vou banhar-me ao mar, somente para debochar
sulla fagundes
Como a invadir meu aposento
Será a manhã chegando?
Um um verso, que invento a cada
dia
Uma mania de sobreviver inventando
Amanhã, pela manhã, olharei direito
Se a invasão deveras existe
Talvez seja um verso caído, esquecido
Tentando não se perder do escrito
A aurora chega assim, nem demora
Não se parece com a madrugada, encantada
Ela traz o sol, que queima a retina
A matina, tem cheiro de acordar
E, eu não compreendo o dia não funciono
bem na claridade
A luz do sol, me rouba o sonho
A madrugada já se foi esconder
E, eu nem terminei a poesia
O raio de sol lembrou-me a realidade
À saudade a fisgar devorada
Vou banhar-me ao mar, somente para debochar
sulla fagundes
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Irmãos
Irmãos
Sou feliz pois somo e agrego
Mesmo no seios dos mesquinhos
Jamais serei partícula na imensidão
Sou mulher, parideira cidadã
Meus portões abertos, são abraços
Sem perguntas de onde vens ou vais
Apenas desça e descanse, pegue um prato
sirva-se
A botija que bebo é de água fresca
Minha boa rotina é de abrigo
Minha casa simples, é de amigo
Cantando a velha canção, de mesmo caminho
Quando entristecem os dias, lembro do balançar
da gangorra de minha infância
Me sinto menina e criança, cheia de medos e vis
pesadelos
Me jogo contra ás parede da razão, sem mira
ou precisão
Busco o foco da vida e minha bandeira
Sei dos frutos ruins, que no caminho irei
arrancar
E dos espinhais que irei pisar ...
Sou feliz por ter laranjais na memoria
Uma terra rica e bendita onde os homens, que
anseiam por dias de iguarias iguais
Como eu , possamos nos sentar após a ceia e cantar
Um único hino, o da liberdade em volta da fogueira
sulla fagundes
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Poeta casulo amargo
Poeta casulo amargo
O poeta voa entre as estrelas
nas madrugadas
como louco, a procura das musas
O poeta caminha na orla da praia
a procura das sereias
O poeta sem papel, escreve nas folhas
dos coqueiros
O poeta, é um casulo amargo, onde
guarda, lindas, borboletas
O poeta se perde de amor, se acha nos
lençóes ensopados
Se perde apaixonado, se acha acabrunhado
O poeta não se casa,veleja entre poemas
o poeta,escreve o que não sente
Sente, intensamente, o que escreve
o poeta é preso e livre
Preso no papel, e livre nas linhas
O poeta não escreve dança, balança se
contorce
O poeta não chora, se derrama
E, vazio se enche de inpiração, exalando-se
escondido
sulla fagundes
O poeta voa entre as estrelas
nas madrugadas
como louco, a procura das musas
O poeta caminha na orla da praia
a procura das sereias
O poeta sem papel, escreve nas folhas
dos coqueiros
O poeta, é um casulo amargo, onde
guarda, lindas, borboletas
O poeta se perde de amor, se acha nos
lençóes ensopados
Se perde apaixonado, se acha acabrunhado
O poeta não se casa,veleja entre poemas
o poeta,escreve o que não sente
Sente, intensamente, o que escreve
o poeta é preso e livre
Preso no papel, e livre nas linhas
O poeta não escreve dança, balança se
contorce
O poeta não chora, se derrama
E, vazio se enche de inpiração, exalando-se
escondido
sulla fagundes
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