domingo, 7 de abril de 2013


Não posso escrever por um tempo
Nem eu mesma sei, quando esta tristeza
poderá aliviar
Passar jamais, bem sei talvez quando ela,
a tristeza, transformar-se em boa lembrança
Meus primos, fomos criados juntos aqui na
baixada santista, onde moramos
Hoje sepultamos minha prima Shirley
Estamos numa dor só o que a mim ameniza é
saber que ela partiu  com Cristo,  descansou
nos braços de Deus, o qual a recolheu
Tão jovem, uma  jovem senhora mais jovem que
eu, pois sou a mais velha dos netos de João
Fagundes
Hoje lembro da gente brincando, indo a escola
Brincando no quintal de casa, indo a balada e
deixando nossas mães desesperadas, ao chegarmos
tarde das madrugadas da nossa juventude
Não tenho  nem  mais lagrimas para chorar ao
tentar expelir essa dor  de não vê-la mais aqui
A vida da gente  ensina, quantas vezes por bobagens
nos afastamos, deixamos de nos visitar e agora?
Nem que  quiséssemos não seria possivel
Só  sei que a um mês, eu pensava diariamente nela
não sabia  o real motivo era ela me chamando, hoje,
soube da forma mais  triste
Então  gente amiga saibam  que não tenho condições
de nada
beijos  sulla


quinta-feira, 4 de abril de 2013

p/ sulla posto


TE AMAR

Não é ilusão nem insensatez
Era fúria, louca, sonho de você
Acordando meu canto, buscando o
interior de mim
Você tinha ido para o sol e as
noites me envolvendo
É sou poeta, miserável sonhador,
entre canções de amor
Eu andava sem passar, e sem pensar
no quanto seria bom sonhar mais uma
vez
Outra ilusão maior, que tinhas nas
mãos e, eu a me  negar a pegar
Então o vinho, preterido, resolvi
Abrir e encher as taças e te amar
até o último gole

sulla fagundes
03-04-2013


AMOR DESATENTO SENTIMENTO

Um silêncio, um minuto
na minuta
A orquestra em desalinho
O desatino do maestro
A música parou nas notas

O mundo ensurdecido., emudeceu
A linguagem universal calou
Os salões, de piso encerado,
inabitado
Os casais não se dão mais aos
pares

O mar congelou e, as sereias
choram nas pedras
O horizonte, ponto crucial das
saudades,sumiu
o marco de onde jamais chegar...

As mãos de afagos calçaram as
luvas
Os olhos onde refletiam as almas
entorpecidas de amor
Perderam as pálpebras
Aconteceu a terrível batalha

O ódio surpreendeu o amor, que
era corajoso e desatento
Acreditando que os corações eram
inquebráveis
Morreu, numa luta de titãs ...
Há um epitáfio numa lápide que diz
assim:
Sangrei acreditando que salvaria o
mundo, levo comigo a poesia

sulla fagundes

03-04-2013

quarta-feira, 3 de abril de 2013


SINHA SUJA

Uma vez numa noite varada
Um peixe, espada, que feriu o
 mar
um dia, cinzento, que escolheu
dormir mais cedo
Foi um pensamento, que bateu no
no amor

Foi um escravo que carregava a
 dama, louca
Era pardo enlouquecedor e, ela
a amada, voava num voal imundo de
indefesa cor
Era cega as auroras em açoites

Foi de dar pena as pernas, lisas,
tão marcadas de chicote
Um idioma, idiota, aos berros no
caminho sem volta
Foi na estação passada o crime do
 cansado, apaixonado

Ela morta por um bem, escravo
E, o pardo louco gritava:
_ Te amo
deixe-me pentea-la ...
Na outra vida serei eu o rei, a
acoita-la.. aos beijos

sulla fagundes

01-04-2013


 ESPECTADORES MUDOS


Chego, bato á porta
Um abraço, um sorrido
me aponta
E digo:
_ Vim vê-la, nada há de
novo, tudo velho e mofado
Um par de olhos negros e
e face alva, que a tanto
me conhecê, ainda faço rir
Me fala que eu me sinto
a rainha de Sabá
Se entorpece, quando sem
querer, falo  de algum
fato novo, ou isolado
E, então me pergunta da
poesia
Respondo:
_ Vai bem obrigada, é o
que me salva, onde mais
minto ...
Me compara a Fernando
Pessoa ou algo do gênero
Me diz da inteligência e
a destreza que possuo
Olho aquele rosto amigo
tão coveniente, para que
eu  lembre dos meus pais
Choro e rio, falo manso e
brigo
Então diz-me deu a hora...
Senti tanto sua falta
Te espero ansiosa semana
que vem
Te adoro, um dia vamos rir
disso tudo
Acabamos rindo do momento
Afinal saindo dali somos
amigas demais
E, o que falamos fica nas
paredes, preso ,engaiolado
Parecem espectadores mudos
Por conta do Juramento de
Hipócrates

sulla fagundes
02-04-2013

terça-feira, 2 de abril de 2013


COMICHÃO

É abril, abriu-se o céu
em estiagens
Não é tempo de poesia os
versos, escondidos na névoa,
desobedecem as emoções

É abril em todo céu de poeta
Dormi eu, em ti
Dormiram todo poeta, que se preze
As estrelas fugiram das janelas
E, as mãos, róseas, estão entre
as luvas

É ... é abril dormiu a comichão,
que assola o poeta, foi-se no mês
passado
Há um deserto habitado
Poesia, guardada, para o fim de
abril

sulla fagundes

01-04-2013


BRASITALIA

Não me condenes ao silêncio
Nem me jogue ao mar a deriva
Não julgue, ouça ...
Tente ao menos sentir

O sorriso que tive
O choro sentido nos lenços
e contos
Estes que te conto ao
telefone

Telegrama em versetos sutis
Sinta o vento a tentar
inventar-me
Recorrer a madrugada e sua
magia encantada e sentimentos

Te quero tanto e, nem ao
menos, um poema encantado te
 posso ofertar, agora
Minha lira teu vinhedo duas
taças
Uma ciranda de poesias
È dia daquele sarau a soprar
Teu vestido, azul, passado
junto ao meu sobre a cama
Faz sol aqui, ao fim do
dia...
Recolho-me mais cedo
E, a noite teus beijos
me embriagam, em poesia, de
saudades

sulla fagundes

30-03-2013