quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
APRENDI
Aprendi a esperar, assim como
os pássaros, esperam o sol raiar
Eu sentada na lua e eles a me
olharem, nos galhos, nas paisagens
Aprendi a esperar, assim como as
estrelas a lua
Aprendi a esperar
Ler os olhos, antes de fixar os meus
Aprendi com a espera, a sussurrar como
sopros, espaços vazios
Aprendi com a espera o estranho poder
de me desnudar mesmo vestida
Aprendi ser nua sem, verter, embriaguez
perturbações sem emoção
Ver os avessos do que gosto, mesmo antes
do sentir o gosto
Aprendi a amar a magia da poesia
Falar, mais que contente, de mim mesma
Aprendi a abraçar os instantes mesmo os
mais subsequentes
Aprendi a otimizar, ostentar, escandir
em versos, a bela flor
Aprendi em versos desarranjados
Arranjar um jeito de me fazer encantar
sulla fagundes
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Sulla
A vida tem uma história de encantar
Meio assim, num conto sem escolhas
Inventa ser para sempre, arruma uma
forma desforme de iludir
Que para sempre é tudo que é bom
Mas a felicidade é como borboleta
tem vida curta
E as certezas dependem dos demais, e
os demais , são defeituosos demais ...
Ainda bem que se sabe que amar a vida
é coisa de se fazer prostrado
De lira em lira ao nascer de alguns sóis
sulla fagundes
29-01-2013
Federico Salvatore - Sulla porta
Mamma "Estou aqui
com as malas na porta
e no carro não é "um homem
que está esperando por mim
a verdade "Eu sei
que você vai deixar "perturbado
homem e '
meu primeiro amor verdadeiro
com ele eu me sinto
livre e feliz
ao vivo juntos
já "uma casa
não são mais 'de uma criança
mãe abaixa a voz
parar de ser
a vítima indefesa.
Porque assim 'você perdeu
o seu marido também
aquele leão pobres
que fogem 'como um coelho
na frente do monstro
do seu amor enferrujado
e você vamos
refém desta criança.
Mamma "Estou aqui
com as malas na porta
com todas as dúvidas
e todas as minhas merdas
, mas "eu me sinto forte
e pela primeira vez
eu não me importo
de os ouvidos dos vizinhos.
porta a porta
muitas vezes Eu
parei na porta
com os corações partidos falso
desaparecendo
chegada do médico.
Mamma 'no meu quarto
eu fixo todas
as chaves que eu deixei
eles "na crença de
que eu perca 'o sorriso
de seu café 'para ler
que o nosso paraíso infância
quando meu desejo
era agradar
e depois batom
e seu fã
no banheiro eu usar maquiagem
para olhar como você
Eu estava orgulhoso
de ser seu filho.
Mas uma tarde maldita
adolescência
estudando com um menino
e timidez
sentia dentro uma mistura
de prazer e dor
, e eu fugir "
um carinho na perna
omg eu estive muito tempo
aqui na porta de
tom da cor
de sua saia
de dormir com mulheres
, mas eu estive lá todas as vezes
que eu voltei para o meu segredo
como um Toca do Lobo.
porta a porta
que você sabe
e eu Fermavi a porta
e fechou os meus dedos
e meus sonhos
na porta da vida.
Mamma "Estou aqui
nesta hipocrisia porta
com a minha posição permanente
e uma carreira promissora
como um perfeito exemplo
da classe média
que não pode "ser
sentimentos escandalosas
oh mãe não entende
como e 'falsa moralidade
lama máscara
banhado em prata
tem uma mãe diferente
de um homossexual
e que você levá-lo
como um tradimemto.
porta
a porta
que eu quero
você sabia perdoar
uma vez
um tempo
para não jogar
sal sobre minhas feridas
como agora
a porta eu digo
para você ir Eu estou morto
Eu estou morto
Eu estou morto
e eu bater no rosto de
esta porta.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
sulla - dorme o poema
DORME O POETA
Só em pensar que já fui poeta
E, as estrelas riam dos versos,
que com amor, eu compunha
Só em pensar que sem rima sem
métrica
Eu, livre, corria sobre o papel
rascunhado
Só em pensar nas luas que beijei
Nas madrugadas as quais sonhei
Só em pensar na marca que deixei
Pensando ser vicejante um simples
escrito
Só em pensar em deixar sem nada
as noites varadas
Tentar fazer meu silêncio gritar
como o maior poema, que um poeta
pudesse compor
Farei mais silêncio que a própria
ausência da alma
Numa, longa, noite de sono
sulla fagundes
27-01-2013
CIRANDEIRA
Ainda hoje penso
Da terra nova, deixo
pouca história
Ainda hoje indo assim
nas sombras das velas
nas procissões
Ainda hoje carrego o
altar
Ainda hoje devo rezar
baixo
Os milagres chegam tão
devagar
Ainda hoje não sei das
meias em pares
Ainda hoje mais um dia
para acordar
Um dia apagando as pistas
Ainda hoje
Saber que jamais alguém
poderia ser de alguém
Ainda hoje as digitais
são tão desiguais
Ainda hoje se sabe que
não tem fim
O céu é uma certeza onde
o mar chega a se espelhar
Ainda hoje apaixonado pela
sutileza da calmaria e bravura
Coisa que ninguém segura
Deslumbrante sofisticação
das mãos dadas
Delicadeza clara, suave, como
ainda hoje, vos fala esta
cirandeira
sulla fagundes
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