sábado, 3 de novembro de 2012


Sou livre como as canções que ouço
Mas livre quando as danço
Sou feita de música,  preciso ser,
eternamente, dançada
Prenda-me dançando sempre  comigo
Sussurre, em meus ouvidos poemas ...
enquanto  me derreto em versos soltos
Toque minha pele
 te derramarei  em mim intensamente

sulla fagundes


Amy wenehouse e Tony Bennet-poema sulla fagundes-Afogada de sede




AFOGADA DE CEDE

Afogada de sede

Cedo .. sem letras
não formei as orações
Meio nebulada, encabulada
me omiti
Me desencontrando, nem disse
a que vinha ... meio tonta ...

Não era medo, nem falsidade ...
era somente, ausência de clareza
Era uma rima errada introspectiva
me pus contra a parede, inexpressiva

Escapei pela tangente .. num vai e vem
num facho de luz .... ou raio lampejado
antecipando meus estrondos
Me encontrei ... numa poesia guardada
prostituída por mim ... me ergui entre
mãos estranhas

Me apertei, sem palavras, gritei ...
te amo, querendo dizer nem sei se te quero
Meu amor, eterno, nem me pertence, mas o ...
tatuei, eternamente ...enquanto respirar
Enquanto a vida caminha, o tempo transborda,
Meus versos que me clamaram, como neon,
falo minha paixão guardada nos meus cantos

Estamos aqui dentro de nós ... perdidos
na neblina ... Não me fale de amor, não me
peça,
 Meu amor não pertence nem a mim ...
Ele, o meu  amor, não me obedece, foi dado
como presente ,e, presente não se pega de volta
em via de retornos, presente se esquece
Paradoxo, coisa de poeta

A lua nem veio .. troquei lagrimas .. ao
 ao sol...amanhecendo chuvoso, como a esquecer-se
 esconder-se, triste, decepcionado de mim
Me polui nas censuras as quais, a mim, dediquei
Achei meu canto de sonhar ... já despida deitei-me
na lua ingrata
Me derramei em orgasmos .. sem culpas a corteja-la
alguns versos chorados, confessados
Versos apressados...enquanto me vestia, sob
olhos...
gulosos... dela a madrugada

sulla fagundes




AFOGADA DE CEDE


Afogada de sede

Cedo .. sem letras
não formei as orações
Meio nebulada, encabulada
me omiti
Me desencontrando, nem disse
a que vinha ... meio tonta ...

Não era medo, nem falsidade ...
era somente, ausência de clareza
Era uma rima errada introspectiva
me pus contra a parede, inexpressiva

Escapei pela tangente .. num vai e vem
num facho de luz .... ou raio lampejado
antecipando meus estrondos
Me encontrei ... numa poesia guardada
prostituída por mim ... me ergui entre
mãos estranhas

Me apertei, sem palavras, gritei ...
te amo, querendo dizer nem sei se te quero
Meu amor, eterno, nem me pertence, mas o ...
tatuei, eternamente ...enquanto respirar
Enquanto a vida caminha, o tempo transborda,
Meus versos que me clamaram, como neon,
falo minha paixão guardada nos meus cantos

Estamos aqui dentro de nós ... perdidos
na neblina ... Não me fale de amor, não me
peça,
 Meu amor não pertence nem a mim ...
Ele, o meu  amor, não me obedece, foi dado
como presente ,e, presente não se pega de volta
em via de retornos, presente se esquece
Paradoxo, coisa de poeta

A lua nem veio .. troquei lagrimas .. ao
 ao sol...amanhecendo chuvoso, como a esquecer-se
 esconder-se, triste, decepcionado de mim
Me polui nas censuras as quais, a mim, dediquei
Achei meu canto de sonhar ... já despida deitei-me
na lua ingrata
Me derramei em orgasmos .. sem culpas a corteja-la
alguns versos chorados, confessados
Versos apressados...enquanto me vestia, sob
olhos...
gulosos... dela a madrugada

sulla fagundes

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Amy Winehouse - You sent me flying-poesia Sulla Fagundes




Publicado em 04/09/2012
Meu acaso


Não espante a poesia que a ti dedico
Me tome sem pressa
Tome em goles meus desejos
Entre tuas saliências deguste os meros
versos

Não espante a poesia na qual te esculpo
A cada toque, dedilho versos puros entre
as impurezas sussurradas entre tuas ancas
Minha natureza e sentidos são sexuais demais
Nas cordas do teu violão e,em pauta me tomas

Me cantas quando me ninas
Me tocas profundamente as canções compostas e ...
tão nua danço nos teus lençóis
Me aninho, calma, entre tuas coxas me deleito
nesse sabor inesperado
És tão minha, no teu compasso, quando assinas
tuas canções ...

Grito meu sol maior na tua estrada e notas
Nele me bronzeio, enquanto o mar me toma e
tu me .... engoles com cheiro da maresia

sulla fagundes

publicado em " Alma poética"


Charles Aznavour- Hier Encore- poema Sulla Fagundes- Era loucura minha g...




Publicado em 28/09/2012

Era loucura minha gueixa
Sem queixas fazia motivos, enfeites
Para me levar as festas, em laços belos
Sem motivo algum, e, submissa
Acalentava, alimentava minha ira

Era loucura minha gueixa
Entre mimos, lindos, fechava ainda
mais os olhos ...
Abria o que eu mais queria

Era seu dom ,maior, fingir-se minha
Meu maior delírio
Meiga deitava-se a mesa a meu pedido
Me fazia as vontades mais tiranas ....

Era uma loucura minha gueixa
Pura que me enojava o fingimento ...
Gueixa tornara-se para mim ...
Era minha fantasia aquela pintura
Porcelana pura ... a mais impura daquelas
noites...

Era uma loucura
Sua falsa timidez por ser tão atriz
com tanto ciúme, jamais a beijei

sulla fagundes

publicado em " Alma Poética"

Elisa-Anche non trovi le parole-Poesia sulla fagundes

Publicado em 05/09/2012
LETRA DE CANÇÃO

Não adiantaria tanto?! 
Seria efêmero ouro ...
Poderias ter visto os sinais
pontuados,silabicamente ... 


Seria dedilhado como canções ...
Futura nuvem, negra, na alma 

como tantas que atravessam ...
sussurrei quando olhavas a lua

Seria partida na chegada, partitura
orquestrada
Seria vinda aos pedaços...
Vinhedo... azedado ...
Momentos, belos, ao chão 
Um amontoado de roupas suadas ...
Terreno fertil a coisa alguma,
enquanto pintei-te em poesia ...

A menina de mim em estranheza ...
Avisava-te de velas içadas acesas
A mulher de malas prontas,é meu nome
não há tempo, nem que houvesse...
Seriam disformes os momentos ...
Encarados ao espelho...



Corpos colados, apenas por colapsos 

Sentadas, tendo a mudez como canção 
Seria de emudecer ...
Costume de pecar, em lençóis 
Vício ... gosto ...
Não custaria ...nada além de mágoas 
Seria marcar o corpo com espinhos ...
Colhidos no caminho de duas rosas 

sulla fagundes
publicado em alma poetica



Há uma sempre a nossa frente
Seguir a caminhada?
Ou ou olhar num imaginário?
Medrosamente onde ela nos
levaria
Seria supor as flores, ou a poeira
irrespirável do medo ?

Seria ficar na sacada ?
Invejando os que seguem
Morrendo de frio sem movimento
Entrevados .. debruçados ... obesos

Ou quem sabe muitos contos e cantigas
a contar ...
Ser estrada ,vereda, atalho ...
A bifurcação, adiante, celebraria tantas
escolhas...
Nessa confusão, não importaria ir ou ficar
Faria a diferença o viver ou ouvir falar

sulla fagundes