Ambulante
Ouvia-se ao longe, disseram-me
Um mágico, um Deus, uma força
Que tinha nas mãos, para dar
vender
Paciência, tolerância e doçura
E, eu cansada afinal eram longas
as estradas em tortuosos caminhos
Adormeci ao lado da lareira
Meus braços cansados, meus ombros
lanhados
O vento trouxera-me, um frangalho de gente
Os fragmentos de mim, exaustos
Me pus de pé, não sei bem como sai de encontro
ao ambulante
Pedi lhe um punhado do que vendia
Nada mais havia, nada sobrara que eu pudesse me
serbir
Sua venda esgotada, não tinha nem em estoque
Sua passada era única
Nem em previsão de chegar
Mas ainda em sua mala haviam os brindes, que
ninguém quis
Ele. o ambulante deu a mim a "vergonha"
A vergonha de não possuir, doçura
A vergonha de explodir e me envergonhar depois
sulla fagundes
sábado, 27 de julho de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Grãos de ostras
tomara as palavras, pensamentos
Não caiam entre as frestas ...
Entre o vãos das gavetas, do tempo perdido
e o mofo
Num, imenso, guarda-roupas
Daqueles, que guardam tralhas amargas
Nas vistas ilustres,
Não nos custe, feijões em grãos de ostras
Não se abram as oportunidades, com mais
água em nossas fervuras
Os milagre dos punhos, mãos postas, joelhos
dobrados...
Cada qual sabe, das contas do seu rosário
E o calejar, dos seus joelhos
sulla fagundes
Não caiam entre as frestas ...
Entre o vãos das gavetas, do tempo perdido
e o mofo
Num, imenso, guarda-roupas
Daqueles, que guardam tralhas amargas
Nas vistas ilustres,
Não nos custe, feijões em grãos de ostras
Não se abram as oportunidades, com mais
água em nossas fervuras
Os milagre dos punhos, mãos postas, joelhos
dobrados...
Cada qual sabe, das contas do seu rosário
E o calejar, dos seus joelhos
sulla fagundes
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Ela
Um tema teimoso
Ela
um tempo, perdido
Ela
dias de poesia
Ela
um erro, companheiro
Ela
que, nem vi dormir
Ela
desejo, dominado
Ela
palavra, acorrentada
Ela
apenas, uma noite
Ela
um soneto, complexo
Ela
um vulto sumindo
Ela
angustia de ontem
sulla fagundes
Ela
um tempo, perdido
Ela
dias de poesia
Ela
um erro, companheiro
Ela
que, nem vi dormir
Ela
desejo, dominado
Ela
palavra, acorrentada
Ela
apenas, uma noite
Ela
um soneto, complexo
Ela
um vulto sumindo
Ela
angustia de ontem
sulla fagundes
Lanterna de sonhos
lanterna de sonhos
Abri as janelas pela manhã
Me enganando, sonhando
Achei, que o mundo poderia ter
mudado
Que o humano,tornara-se complacente
Que minha dor,pudesse ter passado
Meus sonhos, realizados
Minhas bandeiras, tremulando no alto, no
mais alto mastro
Abri minhas janelas
E me senti sozinha,e meu lado, a vontade
de desistir
Dormi mais um pouco, e sonhei mais claro
ainda
Quando eu desistir, terei me apagado do
mundo
A lanterna da minha vida, estará pendurada
na soleira
Logo na entrada da minha casa
Na porta, larga, do meu País
sulla fagundes
Abri as janelas pela manhã
Me enganando, sonhando
Achei, que o mundo poderia ter
mudado
Que o humano,tornara-se complacente
Que minha dor,pudesse ter passado
Meus sonhos, realizados
Minhas bandeiras, tremulando no alto, no
mais alto mastro
Abri minhas janelas
E me senti sozinha,e meu lado, a vontade
de desistir
Dormi mais um pouco, e sonhei mais claro
ainda
Quando eu desistir, terei me apagado do
mundo
A lanterna da minha vida, estará pendurada
na soleira
Logo na entrada da minha casa
Na porta, larga, do meu País
sulla fagundes
terça-feira, 23 de julho de 2013
Samba
___Samba __
Balança as ancas
Faz do molejo, dengoso
samba, que mexe com o mundo
Coisa de mulher fogosa ...
Mulher, da vida noturna ...
Que deixa encantado, o passista
Samba
Daquela, que bole os sentidos
tira o juízo
Retido na retina, no nariz cheiro dela
rebolativa
Um tambor, som da terra como primeiro
instrumento
Rustico, como meu sentir irado
Corpo aconchegado,em pares de passos ,
que a boca enche
samba
sabor de batucada, coisa que não cansa
Descanso de ancas salientes
Samba
sendo alto, rasgado, canção, dividido
Antigo, com poesia ou desprovido
Indolente, batucado dando cadência ao marasmo
Samba é samba
Regado á mulher, batucada e poesia
samba meu, nosso de cada dia ...
Samba
abençoado dos salões, praias avenidas
samba é sempre samba
Sulla Fagundes
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Vermelho
Vermelho
Como a guerra travada
Bandeira da causa
Como coração, sonhador
Vermelho
Loucura, torpor?
Fome de justiça
Como o sangrado coração das desigualdades
Vermelho
Paixões das causas, em minha janela, passando
Vermelho
Como as fraudas dos filhos daquela Pátria
vermelho
Quem um dia não foi?
Nunca sonhou, nunca quis reagir?
Gemendo no calor das febres estudantis
Cólera de uma época, que se podia sonhar
em vermelho
bebes de um berçário de pais vermelhos
sonhadores...
Chupetas, camisetinhas, filhos dos desparecidos
Vermelhos
sangria desatando nas ruas, numa panfletagem
dominical
Sonhando vermelhamênte, nas madrugadas
Vermelho fui, sou, e sempre serei
De vermelho me banho, e jamais coloco nas costa de
cristo
Seria cômodo, minha cruz pesada, meu punho serrado
Em mãos postas a rezar, por melhores dias
Vermelho acredito e trabalho por isto
Vermelho - Sulla Fagundes
Como a guerra travada
Bandeira da causa
Como coração, sonhador
Vermelho
Loucura, torpor?
Fome de justiça
Como o sangrado coração das desigualdades
Vermelho
Paixões das causas, em minha janela, passando
Vermelho
Como as fraudas dos filhos daquela Pátria
vermelho
Quem um dia não foi?
Nunca sonhou, nunca quis reagir?
Gemendo no calor das febres estudantis
Cólera de uma época, que se podia sonhar
em vermelho
bebes de um berçário de pais vermelhos
sonhadores...
Chupetas, camisetinhas, filhos dos desparecidos
Vermelhos
sangria desatando nas ruas, numa panfletagem
dominical
Sonhando vermelhamênte, nas madrugadas
Vermelho fui, sou, e sempre serei
De vermelho me banho, e jamais coloco nas costa de
cristo
Seria cômodo, minha cruz pesada, meu punho serrado
Em mãos postas a rezar, por melhores dias
Vermelho acredito e trabalho por isto
Vermelho - Sulla Fagundes
domingo, 21 de julho de 2013
Tormento
TORMENTO
Um cupido desatento
um pouco de ilusão
Uma paixão, ardente
Um frio no estomago
Uma lembrança á-toa
Numa fresta de passado
um motivo para colorir
Madrugada que não amanheça
Um mar de sereias
Um sorriso, que seja
Um rosto, que encante
Um arrebatamento
Um caminho errante
Uma cama de pecar
para urgir versos
sulla fagundes
21-07-2013
Um cupido desatento
um pouco de ilusão
Uma paixão, ardente
Um frio no estomago
Uma lembrança á-toa
Numa fresta de passado
um motivo para colorir
Madrugada que não amanheça
Um mar de sereias
Um sorriso, que seja
Um rosto, que encante
Um arrebatamento
Um caminho errante
Uma cama de pecar
para urgir versos
sulla fagundes
21-07-2013
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