segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vermelho

Vermelho

Como a guerra travada
Bandeira da causa
Como coração, sonhador
Vermelho
Loucura, torpor?
Fome de justiça
Como o sangrado coração das desigualdades
Vermelho
Paixões das causas, em minha janela, passando
Vermelho
Como as fraudas dos filhos daquela Pátria
vermelho
Quem um dia não foi?
Nunca sonhou, nunca quis reagir?
Gemendo no calor das febres estudantis
Cólera de uma época, que se podia sonhar
em vermelho
bebes de um berçário de pais vermelhos
sonhadores...
Chupetas, camisetinhas, filhos dos desparecidos
Vermelhos
sangria desatando nas ruas, numa panfletagem
dominical
Sonhando vermelhamênte, nas madrugadas
Vermelho  fui, sou,  e sempre serei
De vermelho me banho, e jamais coloco nas costa de
cristo
Seria cômodo, minha  cruz pesada, meu punho serrado
Em mãos postas a rezar, por melhores  dias
Vermelho acredito e trabalho por isto

Vermelho - Sulla Fagundes


domingo, 21 de julho de 2013

Tormento

TORMENTO

Um cupido desatento
um pouco de ilusão
Uma paixão, ardente
Um frio no estomago
Uma lembrança á-toa
Numa fresta de passado
um motivo para colorir
Madrugada que não amanheça
Um mar de sereias
Um sorriso, que seja
Um rosto, que encante
Um arrebatamento
Um caminho errante
Uma  cama de pecar
para urgir versos

sulla fagundes

21-07-2013



Universo granfino

Universo granfino

Fala devagar  para que eu possa
 acreditar
Sussurre um apelido conhecido
Coisas somente nossas
Engula o liquido do amor, suado
Compreenda meus desatinos, enganos
Um universo granfino, e, eu entre
bandeiras
Minha pele tão diferente da tua ...
Meus transtornos em cabarés, meus
retalhos
Um retrato teu, nos meus lençóis
Escute, silenciosa meu querer voraz
Sou  como o vento, demorado
Nas tempestades me sobreponho entre
vil, arruaças
Me instauro,  invento, e desnecessária
se faz
Tua  presença, onde adormeço

sulla fagundes

15-10- 2010

sábado, 20 de julho de 2013

Melancolia

Melancolia

Eu  vou indo, amada minha
Fazer mais versos ainda
A poesia me procurou,  apaixonada
Nas mãos,  tanto sentir
Entre gracejos,inteira entrega
Eu tomada de encantamentos
Cai na cama sobre a lua, nua
E, entre gemidos suei-te
Vou indo, antes que ela retire as
estrelas
E o sol entre pelas frestas
A poesia, enciumada, recolha-se nas
madrugadas
Volte a martirizar, entre  as ausências
Estou aqui amada minha, a me despedir
Não há culpados
Creia no entanto, que te amei em cada
verso
Mas eram pedaços emprestados, em liras
A poesia, é eterna e somente minha

sulla fagundes

19-07-2013


sexta-feira, 19 de julho de 2013

versos de água

versos de água

Se  possível  fosse,  seria água
Mataria, ao menos,  tua  sede de
mim
Beijaria teus lábios, quando me
fosses beber
Me  necessitarias, para viver
E eu, de ti para brotar todos os
dias na fonte
Seria quente, para aquecer-te
Correria pelo teu corpo, quando
quisesses
Seria correnteza, bastaria  um vão
presumido
Escaldaria teus pés, lamberia teu
vente
Se possível  fosse, nadarias sobre
mim
E eu a sustenta-la nos movimentos
Tu me  tomarias, usaria, fartaria
E represada eu te amaria

Sulla Fagundes
 06-04-2013


quinta-feira, 18 de julho de 2013

A carta que jamais escrevi

A carta que nunca escrevi


pensei nos caprichos teus, frágeis
Pensei em escrever para mim
Pensei em dizer que és manhã dolorosa

Pensei em escrever nas, infernais,horas
 de  sofrimento
Pensei em te querer
Mas... vagas como dor na alma
Pensei em escrever nas pétalas das
rosas
Como sentimento, o qual desprezastes
Como amante,  medrosa, que não vibrava
Não me lembro como te amei tanto
Mas a carta, que jamais escrevi
Escondi junto a vergonha, nas horas
de infernais solidão
A carta  que  jamais escrevi, insulta
o amor que senti
Meu querer, foi maior que a carta
A carta que jamais  escrevi

sulla  fagundes

18-07-2012





sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sulla

"Eu  escutei  um texto

Tão emocionado, ao telefone
Presto a  descreve-lo
Não sei bem  se  com a emoção,
que o  levaria  a ser lido
Ou despercebido anche possa eu postar

Mas era tão sincero, era o autor tão
cansado
Continuamente, chocado, bloqueado
do universo
O texto que agora leio me consola
Me perdendo no medo, seria diverso?
Um adeus sonolento como entender ...
Seria mais um bocejo  de poeta?
Um sentimento esquecido ao travesseiro?
Seria um  amigo, que estivesse perdendo?
um modo de ir  com poesia?
Seria  eu apaixonado e assim apavorado?
Tão distante ...
E,eu conheço pouco a escrita, um idioma
de tão inesperado
Posto que,  desenho no caminho da música
algumas linhas
Me recorda um verão em Berlin
Um temor de errar nesse caminhar doloroso
Mas se  diz  que poesia consola ...
Se for erro, um passatempo de poeta
Uns dias preso no casulo, e  sair escrevendo
À caça das borboletas sobre as flores
Me consolaria sem um cacho de seus cabelos
O travesseiro no qual deita seus versos ...
Mas como sonho, permito-me ser seu grande
amor"

Texto  Sulla Fagundes

P.P