sábado, 2 de fevereiro de 2013
Sulla
Gosto
Desses que nunca se provou
Que de tanto supor sente-se
até o odor
Gosto
De gestos sem nome, um sentir
sem predicados
Antes nunca o tivesse sonhado
Gosto
Ensurdecedor, de sonho acordado
Realidade, atordoante, como um
sol escaldante
Nem um toque trocado
Apenas o gosto, de uma saudade do
que não se teve, e jamais teria
Gosto de lágrima choro de poeta
Faz gosto, em algarismos, conta-las
Gosto
Fazer do poeta, tolo de amor ...
Melhor ter o gosto de vê-lo desabar
Equacionando sua raiz em um gráficos
cifrados
O gosto pelas incógnitas exatas ...
E o tolo terror de amar um poeta,
que sonha sem medos
Nu nas estrelas, exposto sem pre-
-conceitos
Ele é poeta, por gosto e sina ... é
inexato
sulla fagundes
02-02-2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Sulla- Mangueira
MANGUEIRA
Não é tapete de rainha
Mas tem um título de nobreza
Uma beleza quem por ela trafega
Enfeitada em alas e alegorias ...
Um canto, um hino, um enredo e tanta
alegria
Pela estrada entre as marquises
Aplaudida entre suores e lágrimas
Trabalho árduo para que brilhe naquele
dia ou madrugada de poeta
Trilha em cores e danças, elo e aliança
Neste dia ela passa com seu enredo
Um poema musicado, ritmado, brilha ela
e seus passistas
Entusiasmados sonhadores, um título de
rainha
Naquela marquês passam seus carros e suas
cores
Um coro de vozes iguais, um só suor, um só
rosto verde e rosa
Um grito na multidão um cordão de risos
Minha escola em alas é campeã na sapucaí
sulla fagundes
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Sulla
Alguns versos como açoite
Próprio de mim que vivo de amor
Como borboleta, livre instrumento
de cordas
Alavanca, estaca, flecha
Acorde minha serenidade, prudente,
em sincronismo confiscado
Sou, delicada, imagem após a passagem
de alguns vendavais
sulla fagundes
31-01-2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
ENCANTAR
Como notas assim, como faro?
Como se o instinto animal do
nada, se animasse
Como silêncio fosse a melhor
forma de fugir para copular
Como um lamento num blues ?
Escorregando em lamentos entre
os dedos
Uma voz rouca, calada, apenas
para ensurdecer
Perfilando,traçando um ato mudo
E, eu perfumador de versos ...
Tão poeta e, sem poder dizer-te
Matreiro, sem bússola, perdido
Poeta, limpo, nítido claro
Te falo em poemas as escuras
Como notas bem sei, e nivelas com
atenta, íris
Emparelhas teu, nítido, notar
Neste meu campo estelar, enfeito com
feitiço de amor
Este feixe de versos, a ti enfeito.
madrugada felina
sulla fagundes
30-01-2013
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