terça-feira, 22 de maio de 2012
Sulla Fagundes - Conto de Instantes -.
CONTO DE INSTANTES
O mundo dos meus versos, versos espios... atentos
o amor além das palavras escritas
Lidas nos olhos, entre recordações pertinentes
Meu mundo traçado no meu céu de menina
Nele, sou solta como as palavras... sou vento,
sou brisa, ventania que me respira e inspira
Debocho do amor, insana, cercada nas minhas
confusões , entre arco- iris coloridos me resolvo
Lá no meu mundo tem um céu, onde sei que nada sei,
danço caibo inteira nele
Ajustada
Nele sou plena a espiar os casais, a recordar meus
amores antigos, outros perdidos ...
No meu céu no meu mundo, tem uma linha reta...
que brinca com o mar sem toca-lo .se auto denomina
horizonte .. linda !
Durate o dia com mil arco iris, e sóis, a noite
cheia de poesia em versos encantados, onde as estrelas
saltam, e, a lua sorri .. junto comigo
Dançando entre sonetos apaixonados, me ajuda a compor
A poesia flui com sutileza e me abraça apaixonada ...
encantada
Deita-se sobre mim nua, a lua me faz eleita, dama
Dama
do poeta ... me olha exausta entre suores de amor,e de
tanto nos amar, nos jogamos na cama do sentir, e sorrindo,
ironicamente nos abraçamos,
interminável
Sem compromisso de finas e começos, contamos em contos
poéticos, nossas madrugadas
São eternos contos de instantes ...
sulla fagundes
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Sulla Fagundes- Falando de Mim-
FALANDO DE MIM
Saber meu nome, secreto
Penetrar, na constelação crua
Minha ignorância, seleta e nua
Minha identificação lésbica
Na minha idade em dias duros
Brados, estragados da ditadura
Minhas senhas fáceis e facetas
Das minhas luzes acesas
Abrir portas trancadas
Com idéias tocadas num banjo
Paro e acho, que não sei de nada,
que passe nas bandejas
Invadindo com meu sentimento
Corações de anjos, enjoados
Eu ando pensando, em quase nada
Asas conquistadas, para não voar
Sinto prazer, nas explosões, da espera
Na rebentação da ondas ... morrer
Sentada nas pedras amontoadas
Só para não enlouquecer, antes de
amanhecer
Vagando por ai balanço em sinucas,
Soluçando, pendurada nas saias das
vadias
Sou poeta sinto em demasia ...
Sulla Fagundes
sábado, 19 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Sulla Fagundes -COMO ESPERANTO -.
COMO ESPERANTO
Vamos passear no passado
Deveras a memória, nos serve
Vamos calçar as luvas, faz frio
Me reconheço nas tuas esporas
Vamos, tire as botas
Retiro as sandálias de salto alto
Que ferem teu ombro nu
Vamos, venha sem nada nos pés
Meu vestido, longo, ao longe da cama,
caído
Vamos chegue sem espanto, como
esperanto
Calmamente, corre ao largo ao meu
jeito de ser
Traga contigo a voz rouca
Aquela que me arrepia,me faz menos
arredia
Vamos, acabe de estragar meu momento
Assim me sinto cada vez mais em casa
Na cama dos meus versos afogados ...
Nesta espera, antiga, traga as coisas
lindas na ponta da língua quente ...
Não existe poesia antes da tua chegada
Vamos, chegue para que ela se espante
saia do sentir, para o velho e borrado
papel ,e desencante
sulla fagundes
quinta-feira, 17 de maio de 2012
A ARTE DA VALENTIA
Bordadeiras sem voz
Espiãs entre cortinas e vidraças,
belos chapeus
Envidraçadas,mudas, atentas olhos
baixos... no baixo ventre, dores
de cabeça, desulpas um não ceder
Das Graças, das Dores, da Penha
mulheres
Delas eram a espera em bailaios de,
longas, colchas e retalhos
Mães, filhas, anciãs testemunhas de
uma vida num clã
Era veto, voto, que nada mas emanava,
exalava liberdade...
A sua busca ...um vão ... a arte
Eram elas ... era Chiquinha Gonzaga e
muitas delas
Era a coragem Anita Garibaldi, era eu
eras tu ... eramos todas nós ...
sulla fagundes
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