sábado, 5 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Espinhais
Espinhos constantes
A machucar o lamento
Entre lamurias espinhadas
Rasam -se os olhos d'alma
Coroam se os amantes
As mágoas, espinhando mais
corações
haveria não amar, para não
espinhar-se nas rosas
Hão de amanhecer mais dias
apaixonados
A inverter a poesia de amor
em fissuras, espinhadas
Passando entre as linhas, as
quais escrevo
Daria eu, nome aos meus
espirais espinhados
Ou me calo, dentre a mais bela
delas
A espinhada poesia
sulla fagundes
Me deixe
Ser tua poesia tua chegada
Teu ponto de partida
Teu único porto, a tua paz sonhada
Ser tua amada
Me deixe
Encantar teu dia, agasalhar tuas noites,
Me deixe chegar com tudo que tenho, é
tão pouco o que trago, não ocupa muito
espaço
Um baú de sonhos....
Um pote repleto de mágoas
Me deixe
lavar a alma,que seja por ti a razão dos
meus versos
Me deixe compor teus dias como uma
poesia ...
Aquela que todo poeta sonha ... não a
que inventa
Me deixe
Ficar nos teus sentidos, calar aos teus
ouvidos o que trago guardado, que se
faça em sussurros, a canção que sonhas,
Falar mais com os olhos aqueles, que
brilham ao te ver que te poe a tremer ....
Me deixe
Ficar mais nua ... desnudar os meus
meandros, como estrelas a desvendar
cada madrugada
Me deixa ficar
Não me ponha sentada, assustada ....
Me afague os cabelos, diga da doçura, as
quais,
amadurecestes a minha espera só para
me presentear
Me deixe ficar mais perto que hoje mais
perto que nunca .... me deixe ficar
sulla fagundes
domingo, 29 de abril de 2012
RESGATE
Quando um dia, realmente amanhece
Um mergulho acontece
Raiar ou banhar-se
Virando páginas voltar a
algumas
Lendo, com outro entendimento,
maduro ...
Um termino de frase.. um ponto
Uma oração coordenada
Estalar de dedos despertamentos
Um banho reparador .. limpando num
mergulho, o que pesava demais
Claro, pulsante, adolescente
Desejos arrepiando a pele, todos os
pelos
Um amor abraçando calmamente ...
Um segredo, revelado, reconhecendo o amor
Estar sinceramente, com seu próprio nome
reconhecer-se a si mesmo e ao outro .
É como resgatar a alma, recolocar as cores,
guardadas nas saudades
Deitar-se na lua, e sua calmaria, nascem mais
poesias
Dormir em braços fortes aconchego, amparo
Silenciada em plena satisfação do corpo, tão
secundário
Sem palavras pronunciadas ... apenas dirigidas
nos gestos
Um toque .. as mãos, numa linguagem universavel
e coloquial
Dizem dos carinhos e caricias, antigas, numa...
retratação diária...
São atos, tão novos, apaixonadamente ... avesso
sulla fagundes
Pretendo descobrir
Consumando conduzindo
Urgentemente num ultimo
momento
Recolher meus sentimentos
Colocar no meu corpo até
cair doente
Preciso partir para me desvencilhar
Com delicadeza ...
Onde a palavra calada .. lado a lado
caminhem na poesia
Sem parceria num dueto
Refazer meu encanto num canto
encolhido
Prometo me limpar e não feder ...
nem em prosa
Estou encantada e muito suja
de lama ...
Viva mas... suja da lama
Viva! existe lama .. viva na
lama ...
Encantada dama dos rios
fétidos ... assim caminho no
lodo
Lixo que eu quis comer ... suja
de lama ... sai dum esgoto esgotada
... num motim ...
A tempo de sonhar e refazer e botar
no corpo .. um outra vez ...
sulla fagundes
Parada para sentir
Calada, para ouvir mais alto
Atenta as paisagens .. verdes
ou secas
No chão das minhas, estrelas
me deito ... nua
Na beleza da poesia me farto
num verso feliz .. me começo
Na paz duma palavra ... um alento
Aos nobres de sentimentos, meu
apreço ...
Sinto tanto .. pelos meus enganos
Faz parte do respirar .. tais coisas
do crescimento .. reparações...
Passei a muito ... longe das pedras
atiradas
as guardo num saco ... no porão
abandonado ...
Sou criança ainda choro, por um
sonho perdido .
Sou mulher .. ainda me reconheço
viva ...
Sou amada e odiada depende das
estações e estados ... líricos ou ..
meramente deploráveis
sulla fagundes
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