quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Oásis

Oasis


Se teu corpo fosse meu oásis
Se meu querer  te buscasse
Em teu  ventre, me  fartasse
Tua ausência  agoniasse
Meus sentidos roubasse

E, se minha alma desassossegada
Achasse em ti a morada
Se fosses minha, tão somente
namorada
Se não fossemos reféns
Contraditória evolução, erupção
Se a discordância e atos inúteis
calassem em face, ás voracidades
se os fatos, não gritassem tão alto,
sussurrassem ...
Quem sabe na linha, livre
Te presentearia com poesia
Meu coração cansado e músculos
exaustos
Se eu, ainda, soubesse falar mais
do presente
Menos de  horrores, do passado
Ainda assim, diria ao amor em versos
de sonhos
Que espero um amor, arrebatador
Suspenso do chão, colado á  lua
Território da poesia
Uma  grande paixão
Essa  sensação de  extrema fervura
Assim energizada, me  calasse
eternamente

sulla fagundes

01-08-2013

sábado, 27 de julho de 2013

Ambulante

Ambulante

Ouvia-se ao longe, disseram-me
Um mágico, um Deus, uma  força
Que tinha nas mãos, para dar
vender
Paciência, tolerância e doçura
E, eu cansada afinal eram longas
as estradas em tortuosos caminhos
Adormeci ao lado da lareira
Meus braços cansados, meus ombros
lanhados
O vento trouxera-me, um frangalho de gente
Os fragmentos de mim, exaustos
Me pus de pé, não sei bem como sai de encontro
 ao ambulante
Pedi lhe um punhado do que vendia
Nada mais havia, nada sobrara que  eu pudesse me
serbir
Sua venda esgotada, não tinha nem em estoque
Sua passada era única
Nem em previsão de chegar
Mas  ainda em sua mala haviam os brindes, que
ninguém quis
Ele. o ambulante deu a  mim  a "vergonha"
A vergonha de não possuir, doçura
A vergonha de explodir e me  envergonhar depois

sulla  fagundes


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Grãos de ostras

tomara as palavras, pensamentos
Não caiam entre as frestas ...
Entre o vãos das gavetas, do tempo perdido
 e o mofo
Num, imenso, guarda-roupas
Daqueles,  que  guardam tralhas amargas
Nas vistas ilustres,
Não nos custe, feijões em grãos de ostras

Não se abram as oportunidades, com mais
água em  nossas  fervuras
Os milagre dos punhos, mãos postas, joelhos
  dobrados...
Cada qual sabe, das contas do seu  rosário
E o calejar, dos seus joelhos

sulla fagundes



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Ela

Um tema   teimoso

Ela
um tempo, perdido
Ela
dias de poesia
Ela
um erro, companheiro
Ela
que, nem vi dormir

Ela
desejo, dominado
Ela
palavra, acorrentada
Ela
apenas, uma  noite
Ela
um soneto, complexo
Ela
um vulto sumindo
Ela
angustia de ontem

sulla fagundes




Lanterna de sonhos

lanterna de sonhos

Abri as janelas  pela  manhã
Me enganando, sonhando
Achei, que o mundo poderia ter
mudado
Que o  humano,tornara-se  complacente
Que minha dor,pudesse ter passado
Meus sonhos,  realizados
Minhas bandeiras, tremulando no alto, no
mais alto mastro
Abri minhas  janelas
E me  senti  sozinha,e meu lado, a vontade
 de desistir
Dormi mais um pouco, e  sonhei mais claro
 ainda
Quando  eu  desistir,  terei me apagado do
 mundo
A lanterna da minha vida,  estará  pendurada
na  soleira
Logo  na entrada  da minha casa
Na porta, larga,   do meu  País

sulla fagundes


terça-feira, 23 de julho de 2013

Samba



___Samba __

Balança as ancas
Faz do  molejo, dengoso
samba, que mexe com o mundo
Coisa de mulher fogosa ...
Mulher, da vida noturna ...
Que deixa encantado, o passista
Samba
Daquela, que bole os sentidos
tira o juízo
Retido na retina, no nariz cheiro dela
rebolativa
Um tambor, som da terra como primeiro
instrumento
Rustico, como meu sentir irado

Corpo aconchegado,em pares de passos ,
que a boca enche
samba
sabor de batucada, coisa que não cansa
Descanso de ancas salientes
Samba
sendo alto, rasgado, canção, dividido
Antigo, com poesia ou desprovido
Indolente, batucado dando cadência ao marasmo
Samba é samba
Regado á mulher, batucada e poesia
samba meu, nosso de cada dia ...
Samba
abençoado dos salões, praias avenidas
samba é sempre samba

  Sulla Fagundes

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Vermelho

Vermelho

Como a guerra travada
Bandeira da causa
Como coração, sonhador
Vermelho
Loucura, torpor?
Fome de justiça
Como o sangrado coração das desigualdades
Vermelho
Paixões das causas, em minha janela, passando
Vermelho
Como as fraudas dos filhos daquela Pátria
vermelho
Quem um dia não foi?
Nunca sonhou, nunca quis reagir?
Gemendo no calor das febres estudantis
Cólera de uma época, que se podia sonhar
em vermelho
bebes de um berçário de pais vermelhos
sonhadores...
Chupetas, camisetinhas, filhos dos desparecidos
Vermelhos
sangria desatando nas ruas, numa panfletagem
dominical
Sonhando vermelhamênte, nas madrugadas
Vermelho  fui, sou,  e sempre serei
De vermelho me banho, e jamais coloco nas costa de
cristo
Seria cômodo, minha  cruz pesada, meu punho serrado
Em mãos postas a rezar, por melhores  dias
Vermelho acredito e trabalho por isto

Vermelho - Sulla Fagundes