segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pietra Montecorvino - Estate


Estate (verão)

Verão
Verão, és quente como os beijos que perdi,
és cheio de um amor que já passou
E que meu coração queria esquecer
Verão, o sol que todos os dias nos aquecia,
que esplêndidos crepúsculos coloria
E que agora me queima com agressividade
E chegará outro inverno,
cairão milhares de pétalas de rosas
A neve cobrirá todas as coisas,
e talvez um pouco de paz trará
O verão, que doou seu perfume a diversas flores,
o verão que criou nosso amor
primoroso trabalho e um legado de dor


Bruno Martinho

Bela canção  Italiana

domingo, 30 de junho de 2013

ÁVIDAS MÃOS

ÁVIDAS MÃOS

Mão ávidas,  quentes
são confortos e desejo
Um poema mais sereno
Ofuscaria a claridade
dos  enamorados
Mãos quentes,  para amar
me chama
As quero mais cálidas
Num prelúdio de sentimento
Momentos de mãos dadas pronunciadas
Passeando a quem das  banalidades
Um momento de amar emoldurado
E  como namorada do desejo
Sem o ofegar como passatempo
Privilegio-me em mãos dedicadas
Sem esvaziar-me do desejo
Clamo ao amor, em solfejos
Mãos de abrigo e fogo brando
Um beijo apaixonado ...
Me oferta o desejo de amar
Em mãos, postas, metade das minhas
Reacenderia a chama do aceno

sulla fagundes

30-06-2013


sábado, 29 de junho de 2013

Amor

AMOR

Intenso sentimento
Quando sentido fielmente
Não há culpas nem culpados
Engraçado como queda de palhaço
Quente como confortável casaco
Por vezes tão criança, não percebe
o machucar
Marca o coração como sapato alguns
números menores
Alegra a alma, com afortunado estado
proeminente
Notável, aprisionador de almas
Casulo  requintado de memórias
Amor ...
Invasor, morador, desatento, em refém
momento
sabedor do que causa a flor, sedutor
O amor doloroso pranto, saboroso prato
Calor dos  amantes ...
A mais dolorosa fase, de quem o perde
Vazio, eterno ,de quem não o sente ...

sulla fagundes

29-06-2013

sexta-feira, 28 de junho de 2013

LENTILHAS

LENTILHAS

Sinto tanto por ser inclusa
Sinto mais pelo colo, que me
 abriga na chuva
Sinto também pela fé, que a mim
sustenta
Sinto muito pelas rezas, que
não me atingem
Sinto por ti, que não encanta
Sinto um imenso amor presente
Sinto por ti que não sente
Sinto a brisa que a mim, refresca
Sinto a vida que me cerca
Sinto, por vezes, até por ti que
me despreza
Sinto a tua inveja sem fundamento
Não troco meu sentir por peso em
ouro
Quanto mais por, mero, prato  de
lentilhas
Sinto não me causar remorsos, um rosto
magro  carente
Sinto por ti, uma agonia serena
Sinto teu murchar em meu desabrochar
Sinto a madrugada que me derrama
A poesia que me  chama,
Os versos que sem, rimas, me clamam
Sinto muito por sentir,  mas sinto
Sinto, o que não queria sentir
Mas mesmo não querendo sinto ...
Sinto quando alanhas  minhas costas
com tuas velas, acessas, e rosnar em
rezas
Perdoe, o não atingir-me ...
Pois  sinto ...

sulla fagundes
29-06-2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

CAMA ESTEIO

CAMA  ESTEIO

Vivendo a procura de um poema
perfeito
Perdeu-se o poeta, sonhador
Sem aceitação, recusado, por  si
mesmo
Riscado do papel, pardo,universal
Sem saber entender muito bem qual
seria o rumo a tomar
Tomou um trago de coragem
Pediu perdão aos poetas iluminados
Seus versos parecem de areia
As sereias nas pedras, de antes
Viajaram de aeroplano cigano
E ficou ele, em profundo abismo
Vicissitude,  fora de linha, obsoleto
Antiquado poeta, que de serenata vive
Roga a poesia, mais beleza ao luar
Mais estrelas urgentes, ao poeta demente
Sonhando com a poesia, esqueceu-se do amor
como semente
Se  ao menos, uma  musa saliente
Transbordasse seus olhos, em sua  cama de
esteio




sulla fagundes
27-06-2013


quarta-feira, 26 de junho de 2013

DECEPÇÃO DE AMOR

Decepção  de  amor




Cansei de ver-te com
poesia
Era  valentia o soprar
do vento
Era tua  estrada e eu
via
E, com poesia, eras forte
braço
Eras o amparo não dito
Era, somente, meu sentir
maldito
Era  eu, o amparo
E nem  sentia ...
Era no meu  sorriso, tua
bonança
Minha alegria, frouxa
E em face de tíbio bambo
Era eu, pino forte soterrado
Nesta descoberta
Em teu lamento, presente
Me faço, plenamente,  distante
Desvanecido, ponto, desacreditado
Sou eu a coragem que querias
Eu reservaria a ti artéria
pulsante
Bijuterias, grosseiras, ao teu
colo falho
Verias, anteverias o faltar do
afago
Prometido,em  dias, nas noites
entre cuias de mate velados

sulla fagundes

26-06-2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

PAPEL DE SEDA

PAPEL DE SEDA

Não, meus instantes são meus
São livres, aprisionados, em
tudo que sou
Minha alameda de pensamentos
São linhas, soltas, num papel
de seda
Não, são trajetos poéticos de
vida
São meus os escritos
Minha caminhada, pode ser, magro
sonho
Fino trato, trago ao leitor atento
 leia-me inteira, em tiras, se és intimo
da poesia
Sou  flor feroz, perfumada
Lembram as laranjeiras, vistas
da varanda, da minha infância
Sou veloz como pena ao vento
Sagaz como fera
Indecifrável aos corações aflitos
Afável aos poetas líricos
Leveza em sonhos de mulher
Menina com rugas, que ainda sonha


sulla fagundes

25-05-2013