segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

sulla



ME ACEITE

Me  aceite do meu jeito
Lembre-se de que foi desse jeito,
sem jeito
Que, um dia,  te encantou de um jeito
que te trouxe vida
Me aceite do meu jeito

Deixe, que aos poucos, eu me ajeite
 ágil
Não me desajeite assim, não acho teu
leito  para descrever-te  em versos
Me aceite desse modo desajeitado
Já  viste um poeta  ajeitado?
Se o for, não sonha  inflamado de amor

Me  aceite de  modo que eu me arrume
De modo que eu na poesia, e  somente nela
me ajeite e te açoite
Me  assunte, e veja que mesmo sem jeito,
Arrumo meu jeito de querer, amar, deste
modo  desarrumado como meus cabelos
Sou assim tão inexata, que a paixão nem me
acerta de jeito

sulla fagundes

03-02-2013


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sulla


Todo  amor  que  guardei
Guardei tão bem guardado, que
mofou
Coloquei no sol, quente,
 deste
verão ao ver-te novamente...


sulla fagundes
02-02-2013


sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sulla


Sulla


Gosto

Desses que nunca se provou
Que de tanto supor sente-se
até o odor
Gosto
De gestos sem nome, um sentir
sem predicados
Antes  nunca o  tivesse sonhado

Gosto
Ensurdecedor, de sonho acordado
Realidade, atordoante, como  um
sol escaldante
Nem um toque trocado
Apenas o gosto, de uma saudade do
que não se teve, e jamais teria
Gosto de lágrima choro de poeta
Faz gosto, em algarismos, conta-las

Gosto
Fazer do poeta,  tolo  de amor ...
Melhor ter  o  gosto de vê-lo desabar
Equacionando sua raiz em um gráficos
cifrados
O gosto pelas  incógnitas exatas ...
E o tolo  terror  de  amar um poeta,
que sonha sem  medos
Nu  nas estrelas, exposto sem pre-
-conceitos
Ele é poeta, por  gosto e  sina ... é
inexato

sulla fagundes

02-02-2013

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sulla


Sulla- Mangueira


MANGUEIRA

Não é tapete de  rainha
Mas tem  um título de nobreza
Uma beleza quem por ela trafega
Enfeitada em alas e alegorias ...
Um canto, um hino, um enredo e tanta
alegria
Pela estrada entre as marquises
Aplaudida entre suores e lágrimas

Trabalho árduo para que brilhe naquele
dia ou madrugada de  poeta
Trilha em cores e danças, elo  e aliança
Neste dia ela  passa com seu  enredo
Um poema  musicado, ritmado, brilha ela
e seus passistas

Entusiasmados sonhadores, um título de
rainha
Naquela marquês passam seus carros e suas
cores
Um coro de vozes iguais, um só suor, um só
rosto verde e rosa
Um grito  na multidão um cordão de risos
Minha escola em alas  é campeã  na sapucaí

sulla fagundes