sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sulla


Sulla- Mangueira


MANGUEIRA

Não é tapete de  rainha
Mas tem  um título de nobreza
Uma beleza quem por ela trafega
Enfeitada em alas e alegorias ...
Um canto, um hino, um enredo e tanta
alegria
Pela estrada entre as marquises
Aplaudida entre suores e lágrimas

Trabalho árduo para que brilhe naquele
dia ou madrugada de  poeta
Trilha em cores e danças, elo  e aliança
Neste dia ela  passa com seu  enredo
Um poema  musicado, ritmado, brilha ela
e seus passistas

Entusiasmados sonhadores, um título de
rainha
Naquela marquês passam seus carros e suas
cores
Um coro de vozes iguais, um só suor, um só
rosto verde e rosa
Um grito  na multidão um cordão de risos
Minha escola em alas  é campeã  na sapucaí

sulla fagundes



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sulla


Sulla


Alguns versos como açoite
Próprio de mim que vivo de amor
Como borboleta, livre instrumento
de cordas
Alavanca, estaca, flecha
Acorde minha serenidade, prudente,
em sincronismo confiscado
Sou, delicada, imagem após a passagem
de alguns vendavais

sulla fagundes

31-01-2013

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


ENCANTAR

Como notas assim, como faro?
Como se o instinto animal do
nada, se animasse
Como silêncio fosse a melhor
forma de fugir para copular

Como um lamento num  blues ?
Escorregando em lamentos entre
os dedos
Uma voz rouca, calada,  apenas
para ensurdecer
Perfilando,traçando um ato mudo

E, eu perfumador de versos ...
Tão poeta e, sem poder dizer-te
Matreiro, sem bússola, perdido
Poeta, limpo, nítido claro
Te falo em poemas as escuras

Como  notas bem sei, e nivelas com
atenta, íris
Emparelhas teu, nítido, notar
Neste meu campo estelar, enfeito com
feitiço de  amor
Este feixe de versos, a ti enfeito.
 madrugada felina

sulla fagundes

30-01-2013


sulla



APRENDI

Aprendi a esperar, assim como
os pássaros, esperam o sol raiar
Eu sentada na lua e eles a me
olharem, nos galhos, nas paisagens

Aprendi a esperar, assim como as
estrelas  a lua

Aprendi a esperar
Ler os olhos, antes de fixar os meus
Aprendi com a  espera, a sussurrar como
sopros, espaços vazios
Aprendi com a  espera o estranho poder
de me desnudar mesmo vestida

Aprendi ser nua sem, verter, embriaguez
perturbações sem emoção
Ver os avessos do  que gosto, mesmo antes
do sentir o gosto
Aprendi a amar a magia da poesia
Falar, mais que contente, de mim mesma
Aprendi a  abraçar os instantes mesmo os
mais subsequentes

Aprendi a otimizar, ostentar, escandir
em versos, a bela flor
Aprendi em versos desarranjados
Arranjar um jeito de me fazer encantar

sulla fagundes