quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Sulla


Fora do roteiro

Vai o cupido de mil flechas
Seguindo no que o imortalizou
Procedente, natural, da paixão
Cirandar enfeitar em redor
Rodopiar em flechas corações...
Desligando a razão decorando
Dando ao coração a remissão da
pena
Perfumando os caminhos dos amantes,
em fragrância
Entorpecendo, despejando de um vaso
para outro
Tornando os versejadores  em poetas
enebriantes

sulla fagundes
16-01-2013


TUA ´POESIA

Por mais  que  bem me faças
Por mais carinho que me dediques
Por mais que a noite te anuncies
Por mais auroras estejas ao meu lado
por mais madrugadas te aninhes em
 meus lençóis
Por mais que teu amor  seja amplo
Não me  castre a poesia as quais
invento
A arte que me faz  tua e,que ao mesmo
tempo,é o que   sou

sulla fagundes



Sulla


te amo

com fervor ardente
te amo nesse sentir, guardado
Te amo entre tuas coxas e o semblante
te pertenço na mesa da sala, repouso que guardo
nos cantos da casa, aquecer das paredes
Sem sentidos, te entrego a alma e pensamentos
Nesse instante que te pertenço, te amo
Enlouquecemos juntos num balanço de criança
Na danças ao som do ranger da cama
entre coxas e colchas , te amo
Nesse extremo da paixão
Te amo desesperada, me dou me dôo
entre sussurros e gemidos suplicados
Te amo
nesse êxtase gritado, onde tapas minha boca
com as mãos maliciosas
Te amo
quando nosso cheiros, misturados, encanta o ar,
desse ninho de paixão, já sem sentidos ...
me deito no lençol ensopado ...
Te amo
entre meus fartos seios e roliças roliças
pernas
num encaixe, perfeito, de amor e paixão
Te amo
pecando nesse desejo, incontrolável
nos cheiro raro a misturar-se entre poros
Te amo
todas as horas do dia a cada instante sagrado
selados de paixão,em que
com tuas mãos me tocas e me alicias
Te amo
na tua cama, onde gemo toda a noite
em que te pertenço ...
Te amo perdoe-me


(sulla fagundes)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


Recado do tempo

Se lá fora fosse garoa
Verias como o tempo foi
rastreando, estilhaçando
futuros
Então olhe as ondas em
alto mar

Mas tudo muda, o tempo
passou enlouquecido...
Aqui deixou sonhos a acordar
E deixou um recado, sem recato
Mandou que o futuro corresse
E, eu passasse os lençóis mofados


sulla fagundes
16-01-2014


Vitrais

O vento ventou tanto
Que insediou o mato rasteiro
Ventou no sarau, levou a poesia
 madrugada a dentro ...
O poeta perdeu a hora olhando
o vento ventando a poeira da
lua
A casa do poeta, que estava a
beira d' água, o mar levou
E, o azul dos azulejos, o mar em
redemoinhos,fez o piso em vitrais
Para que suas sereias dançassem
enquanto ventava na terra

sulla fagundes

16-01-2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

sulla fagundes - Mulher


Mulher

Não olhe a lua
olhe o verso do poeta
Poeta a versar não exita
em encantar

Mulher
Olhe as cordas da viola
não toque a canção
Faça entre os versos do poeta,
paixão
Não te iludas,ele é da lua
a lua da madrugada ...ela da poesia
Não ame o poeta, ele é de vidro
Parte em fragmentos, reparte-se
Quando apaixonado, entorpecido, sonha
Não o prenda, minguarão seus versos

(sulla fagundes)

19-10-2011



Se um dia eu me encontrasse
Se eu voltasse a ser menina
Se eu conseguisse novamente
me vir sem marcas


Se um dia eu fosse capaz de sonhar
nos teus braços me esconderia
Quando a vida foi cruel ... perdi o perdão,
que eu quis tanto  presentear ,
Perdi o rumo, e sem escoras , tu não estavas


E... eu não soube entender ... eras apenas humana
Cheia de mimos ... como ninfeta ...
Envelheci, a dor doía todas as horas, do dia
Muda, eu mesma não ouvia meus gemidos
O judiar da tua mais plena ausência ...
Abriram feriadas incuráveis ... que sangram ...
Como se fossem ... lancetadas a todo instante ...
Minha maior dor ... não tem nome

sulla fagundes

02-09-2010