segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Horrores
em circulo
num circo
de palhaços em horripilâncias
crianças surdas por consequência
mudas
atitudes a quem da paz ...
quando há a liberdade advém
de algum indulto ...
numa prisão decadente ...
proveniente de óbitos de pais
num país de leis quase ilegais
chora Maria ri João seu irmão
criatura mesquinha ... carrasco de Maria
demente João refém do ridículo em moedas
corrente
Maria apenas queria seu bem maior,
a paz, ainda que tardia,
merecida.. dói lhe os ossos, os brios e
afins ...
João de alma fria, capacho da soberba,
ignora o DIREITO ... que o faz o mais
irracional
dos seres viventes ...
(sulla fagundes)
13-07-2011
Sulla
Lavar os versos
desnudando a poesia
Limpar o entendimento
causando mais afetos
Lavando
A vida... afunilando ...
a lista de desafetos
Limpando baús
a poeira, paira, na casa inteira
Lavando
mais a alma ... sem palavras
inúteis, trocar gentilezas sem
hipocrisias ...
Ser maior que ontem
Amanhecendo a vida entre sóis
Saindo
mais limpo do escuro
Clareando os sonhos
em projetos retos ...
Ser fiel a tudo, assim como
sonhas nas linhas... as quais
descreva-se
(sulla fagundes)
13-07-2011
domingo, 13 de janeiro de 2013
sulla Fagundes-poema-Paixões em pedaços -
Publicado em 10/11/2012
PAIXÕES EM PEDAÇOS
Meus pedaços ao chão ...
Ou em frangalhos, num pé saudades
pelejando.... em não cair ...
Minhas paixões lampejadas ... resquícios
de para sempre .. são juras, de momento,
Coisa que a paixão exige ... até para
que aconteça plenamente ...
Em cada fração de mim...
Moram minhas paixões.. pecados...
os quais cometo .. sem reservas,
Sem censura, sem pudores ...
Carrego em festa ... são manias ...
minhas ...de meloso conteúdo ...
Cada pedaço de alma, em almofadas
São como acasos... não posso evitar
Não encontro coisa mais suficiente
a me recortar retalhando-me a recordar
São intensas loucuras... desejos ...
São senhoras das minhas horas ...
Poesias, das minhas madrugadas
Odores, salientes, em minhas narinas ...
São sintonias em sintomas coesão ...
sinfônicas
Um violão... uma canção, são notas,
dedilhadas
Que cantadas, em momentos trocados ...
trazem frenezzi borbulhante ... bolinhas
em champague
Tenho alguns clássicos... em meus
pedaços ...
Tenho retalhada poesia ... daquelas
que encantam ...a encantar numa sonata
Clássicos tramas, dramas em óperas
Minhas paixões me amam, e delas sou
apaixonada, mesmo não tendo amado ....
São pétalas, que guardo num guardanapo,
limpo
Num pedaço de passado,inconfessado riacho
águas que bebi ...nas fontes...
Meus pedaços são felizes, costurados na
linha do tempo
Não há sequer um só defeito,nas minhas
paixões despedaçadas ...
sulla fagundes
Bolero
Bolero
Vamos dançar a vida é festa
Ficar abraçadas sei lá
A vida é uma dança vazia
De abraço em abraço vamos
dançando, incoerentes, um instante
Vamos dançar
Venha ver o poeta versador ...
É a ação das verdades que ele
sonha
Dançando de verdade e com poesia
Veja o bolero a tocar passo a passo
Ritmo intrigante, apaixonante ...
Vamos dançar, coladas, caladas de
um modo sussurrado
Mania da poesia e seu poeta, letrista,
te chama
Vem dançar
Olhe o tempo parou enquanto com tuas
sapatilhas nas mãos
Nesse bolero tocado, troque passos sem
medo
Vem dançar enquanto a vida não nos
escapa
Veja a lua e a poesia a te chamar
Sou mais um poeta sonhador
Tenho castanholas numa gaveta, e, as maracas
bolem com meus sentidos
E... só o bolero, galante, nos teus olhos
espelhados então vem dançar
sulla fagundes
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