segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
DIA DO PALHAÇO
Hoje é dia do palhaço
Tenho da infância,lindas,
lembranças dos circos que
passaram ... e, na praça próxima
a minha casa... meu coração se
alegrava meus olhos brilhavam...
O palhaço ri faz brotar magias e
sorrisos
Gargalhadas de criança coisa tão
difícil de conseguir
O palhaço tráz em si nossos mais belos
sorrisos, gargalhadas,as quais nos
lembramos ter dado na infância ...
O palhaço mesmo triste chora de bruços
na lona da vida, e, no picadeiro ...
se transforma na criança que o assiste
Palhaço mágica maneira de ser, sob a
lona do circo
Se pudéssemos, ao menos por um instante,
fazer aquela caricatura linda coisa de
camarim de circo Ah! que leveza pura da
criança mais uma vez nesse instante ...
veríamos nossos avós e pais na plateia
a nos aplaudir orgulhosos
Vamos sonhar hoje ?!!
sulla fagundes
Sobre mim
Sobre mim:
Gosto de algumas coisas outras deixei de gostar
Leio algumas paginas, outras resolvo virar,tem delas...
que viraram-se por si mesmas
Não culpo a vida, por coisas quaisquer, a vida está
neste momento, passando conjugado ao tempo
Eu gosto e muito de caráters, fortes, bem construídos
Não sou a melhor pessoa do mundo mas mesmo com meu vasto
cordão de defeitos.Minhas qualidades ainda são maiores
bem maiores (segundo aos amigos e familiares)
E cada missanga deste cordão, construí com minhas escolhas
ao longo da vida. E. as escolhas erradas, têm com consequen-
cias
Um cordão de missangas mescladas.Como uma estufa de plantas
finas, raras, e outras carnívoras daninhas ...
Nada que não se possa conviver em harmonia ambiental
Sou um ser humano e na condição de humana, erro e muito
Demoro para tomar decisões, definitivas, evito julgamentos
Vejam! evito, mas as vezes sem perceber julgo
Tenho bom coração e um gênio do cão
Sou amiga das pessoas as quais escolho, e mesmo assim ainda
me surpreendo ! Sou seletiva nessa escolha quisito "amigo"
Enfim aqui estão algumas informações
Pois Quem sou?! Sou além disso e aquém do que presumo nesse
resumo
sulla fagundes
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Xeque mate...
Xeque mate...
Penetro no teu mundo
à luz do silêncio
no teu mais profundo anseio
meus instintos ficam cegos
mais carnais mais ardentes…
Ficas nua no tempo
soltando as asas da ousadia
provando com minha carne
teu paladar onde deixei as marcas
do meu beijo quente…
Helena Correia
Recanto das Letras
Código do texto: T4024622
Se
Se um dia os jardins, floridos, das primaveras
sucumbirem
Se a música que as encantam, balada não mais
fizerem
Se a madrugada ,que ilude, o poeta ocultar a lua
Se o amor convencer o homem que não há mais
razão
E, se o "Se" mais que perfeito, pretérito, seja o
que conjugue todos os verbos
A arte da poesia, já por essência, pensar no
infinitivo
Terá o epitáfio:
_ Ressurjo eu onde um coração me caiba inteira
sulla fagundes
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Por favor, não me analise
Não fique procurando
cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu!
Ciumenta, exigente, insegura, carente
toda cheia de marcas que a vida deixou:
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor!
Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!
Mirthes Mathias
O gozo de estar triste
É tão triste acordar ao meio-dia
de um sábado que soa a vento e frio,
sentir que sobra uma porção de cama
(a cama se não estás é como um túmulo),
abrir os olhos ─ ou, melhor, que seja
a luz que vem abrir-mos ─ e saber
que tudo hoje será inútil, que
este dia nem um milagre o salva.
É triste levantar-se depois, sem jeito,
ir aos tropeções à casa de banho,
olhar-me, bocejar um par de vezes,
ver um homem sozinho no espelho,
um homem sozinho e que o sabe.
É triste que depois, contudo,
o meu corpo continue com o jogo,
e ponha a cafeteira, faça um sumo,
umas torradas e ponha tudo isso
numa mesa, que se sente, que coma
e beba e no mais negro do peito,
sem saber porquê, se lhe solte um pranto.
Torna-se então muito mais triste ainda
olhar pela janela, ver as nuvens
que passam, que ─ tal como a vida ─ passam
sem espaventos, mas que nos comovem,
apoiar-se, por fim, muito lentamente
às costas da cadeira e, isso mesmo,
deixar o olhar fixo e não ver nada.
Juan Miguel López
(trad. Joaquim Manuel Magalhães)
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