sexta-feira, 2 de novembro de 2012
HOMEM SONHADOR
Havia uma vila, numa cidade simples
Onde vivia, a deriva dela, um homem
Simples, porém sonhador,acariciava os
livros que lia .. tentando transporta-se
ás história e conseguia com destreza, mágica
Ele, o homem, seguia por caminhos leves, livre
turbulentos, era refém, carrasco, bandido
Ele era tudo que lia, que com facilidade vivia,
era protagonista sempre
Certo dia, lia uma história com voracidade, não
cabiam naqueles dias, tempo e nem espaço que
seus pensamentos, o cativasse ou ao menos o
colocasse em sintonia com a realidade
Apaixonara-se , definitivamente, estava enlouquecido
Precisava sem demora , encontra-la e falar do seu amor
Não comia, dormia, a procura nas ruas, daquela pequena
cidade ...
Não cabia convencimentos, ele estava em outro mundo.
preso , no seu mundo e nele, sua amada era só sua ...
Uma mulher bela de longos cabelos ruivos, voz rouca
de uma sapiência... que o fazia e trazia encantado
Buscaria sua amada em qualquer canto de mundo, mas
estava preso nele mesmo
Seu coração não mais o pertencia, era dela ... cada
despertar dos dias que se seguiam ...
Tolo o chamavam ... e ele, certo de que a encontraria
Os amigos se afastaram, e, mais ainda se entre vinhos ...
dançaram e...
falaram .. fizeram planos sonharam correram pelas ruas
Ela nua, em pelo, cavalgava um cavalo negro ... o qual
combinava perfeitamente com sua pele ...
Ele, o homem mais feliz do mundo .. ela a mulher mais
amada que se pode ter noticia...
Hoje num jardim ... com ela se senta ... e dançam sob o
sol
correm na chuva , fria ... dançam, todas as noites, nos
salões
dos sonhos...
Não há nada que os separe .. nada ...basta, apenas, que
ele abra o
livro da estante ... e a sonhe ...
sulla fagundes
CONTO DE INSTANTES
O mundo dos meus versos, versos espios... atentos
o amor além das palavras escritas
Lidas nos olhos, entre recordações pertinentes
Meu mundo traçado no meu céu de menina
Nele, sou solta como as palavras... sou vento,
sou brisa, ventania que me respira e inspira
Debocho do amor, insana, cercada nas minhas
confusões , entre arco- iris coloridos me resolvo
Lá no meu mundo tem um céu, onde sei que nada sei,
danço caibo inteira nele
Ajustada
Nele sou plena a espiar os casais, a recordar meus
amores antigos, outros perdidos ...
No meu céu no meu mundo, tem uma linha reta...
que brinca com o mar sem toca-lo .se auto denomina
horizonte .. linda !
Durate o dia com mil arco iris, e sóis, a noite
cheia de poesia em versos encantados, onde as estrelas
saltam, e, a lua sorri .. junto comigo
Dançando entre sonetos apaixonados, me ajuda a compor
A poesia flui com sutileza e me abraça apaixonada ...
encantada
Deita-se sobre mim nua, a lua me faz eleita, dama
Dama
do poeta ... me olha exausta entre suores de amor,e de
tanto nos amar, nos jogamos na cama do sentir, e sorrindo,
ironicamente nos abraçamos,
interminável
Sem compromisso de finas e começos, contamos em contos
poéticos, nossas madrugadas
São eternos contos de instantes ...
sulla fagundes
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Chico Buarque e Maria Bethânia - Sem Fantasia
Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perder-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
autor Chico Buarque
RESGATE
Quando um dia, realmente amanhece
Um mergulho acontece
Raiar ou banhar-se
Virando páginas, voltar a reler
algumas
Lendo, com outro entendimento,em versos
maduros ...
Um termino de frase.. um ponto
Uma oração coordenada
Estalar de dedos, despertamentos como um raio
escancarando o entendimento, riscando o céu
Um banho, reparador .. limpando num mergulho,
o que pesava demais
Claro, pulsante, adolescente
Desejos arrepiando a pele, todos os pelos eretos
aparando
A paz, abraçando calmamente ...
Um segredo, revelado, reconhecendo, o amor
Estar sinceramente, com seu próprio nome apartado
do codonome
Reconhecer-se enfim, desprovendo-se das grades de
um alarde de desejos infames, imposto, pago a duas
penas ...
É como resgatar a alma, recolocar as cores,na vida
guardadas nas saudades de antigos amores afagados
Deitar-se na lua, e sua calmaria, nascem mais versos
e muito mais poesia
Dormir em braços fortes aconchego, amparo ...
Silenciada em plena satisfação do corpo, secundária
fantasia
Sem palavras pronunciadas ... apenas dirigidas em gestos
brutos poeta louco e suas demencias
Um toque .. as mãos numa linguagem universal coloquial
Dizem dos carinhos e caricias, antigas, numa...
retratação diária...
São atos, tão novos, apaixonadamente ao avesso do belo
sulla fagundes
PUBLICADO EM ALMA E POESIA
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
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