segunda-feira, 14 de maio de 2012


Camainhar


as vezes a lua engana
afinal é noite
vamos caminhar, mesmo que
chova, na hora do abraço

vamos ver o sol nascer
mesmo que o espetáculo...
não aconteça ...
mesmo que minguado ele
surja
mesmo que tenha passado, a noite
breve, com a lua num eclipse...
vamos caminhar ....
mudos, ainda podemos nos olhar ...
vamos falar com as mãos ...
passe as palavras para elas

vamos viver de poesia
mesmo que a fome assole
num jejum sem pão
padecendo de versos lindos ...
líricos ....
vamos andar entre a fome de
pão mastigando a poesia
e nos embriagando de versos

(sulla fagundes)

domingo, 13 de maio de 2012

PENSADORA SEMPRE A INDAGAR :


Confuso adulto  tantas resposta ...
indaga:
Seria a velha mania de sentir  o
correto?!
Seria correto calcular o que   se
sente?
Mas sentir, não seriam  sementes,
assim como sentimentos?
Como num questionário como dar
respostas exatas? ao que s e  sente,

Se sentir é ladradão da razão então
como radiciar exponenciar ....
Achar as incógnitas, não há raiz, amor
é movimento, é um sentimento   mais
um ... o principal, talvez ... o leque
de tantos  sintomas

O que clama as saudades  faz  sonhar
Faz  compor, calar... traz consigo  ....
remessas revezes ...  sangra ..
Consertos  saídas perdições  ações ...
paralisa  consome
Quando, sintonizado, em  frequências,  a
mesma, coisa rara, cala o poeta

Que  só faz  poesia,  quando  dele, padece
ou  colore a amada  com versos  ardentes
Quem sabe quando dele, sofre, também ...
o poeta,  embriagado  ...  chora  no  colo da
poesia que o consola...embaixo das saias ...
Leva-o a  lua dança  com ela sob as estrelas..
distraído  ... deita-se  .. sobre ela entre
orgasmos...

Então...  aqui  me  cabe, expulsar  a razão
sob a autorização da poesia ...
Antiga  parceria minha, sentimento  se  sente  ...
Não resolvem a tentativas vãs, entender  em
regras  simples.. em duplas ... equacionar  ...
...e   como catavento  me  vou  sem respostas
o amor  responde. o aceito como  juízo, e, ponto
final ... sem aspas
Que  me  importa  os aderentes!  e suas  chaves

sulla fagundes

sábado, 12 de maio de 2012

EU NO MEU AVESSO


eu sou um avesso das quatro temperaturas do ano
eu só preciso saber que você existe
sobre meus momentos pacíficos ou não
o meu sangue é teu em todas as estações
TE AMO
no inverno eu fuço suas mantas e chego até as suas raízes
já na primavera me abro sem segredos
no verão eu viro o horizonte do mar até chegar as tuas estradas
e as quatros em uma só ...desenha
nossos suores e lutas....quando cravamos
diante a distância.... que não nos deixa só
apenas mansa ao arder de tuas entranhas
no leve vento de outono.

POESIA BEY CERQUEIRA

sexta-feira, 11 de maio de 2012

SEM QUERER


sem querer vou me chegando perto de você
depois de um dia de trabalho
nossos corpos estão quentes...tomamos banho juntas
fazemos diversas brincadeiras até de gente grande
rimos
choramos
contamos contos
fazemos poesias
imaginamos coisas e nos completamos em nós
nosso segredo é a temperatura do que se pega fogo
e logo coxas mãos dedos línguas olhares se entrelaçam
ficamos numa sacanagem deliciosa tão gostosa
que vara a noite entra a madrugada toca o telefone
o celular e nem percebemos nada.....
não nos importamos com nada...a não ser em nos satisfazer
e ao meio dia com o sol rachando sobre nossa pele suada
levantamos queimando de desejos

POESIA DE BEY CERQUEIRA

SEU OLHAR DE FÊMEA


seu olhar de fêmea dilacerando minhas diretrizes
esse seu andar de serpente me fazendo meretriz
me dando rasteira em meu próprio ventre aberto
molhado ai eu cravo em sua boca o que de mim sai 
grão da majestade que alenta atenta ao frio ao quente
levantas suas túnicas e que bela calcinha vermelha 
em seus poentes você toa nessa longa estrada 
meu carro em alta velocidade atravessa suas envergaduras 
e se enverga a beira de um gozo eterno
e és tu então na pele que no suor do caminho 
lambuzando o corpo ninho ao que nina em meus braços
em alta velocidade


POESIA DE BEY CERQUEIRA

GEMINA EM MIM


germina as suas escolhas por favor e
a sua fruta do pecado deixa sempre dentro
encostadinha nas minhas....feito conchas
em cúpulas que abrem aos lábios ao ser mordido
absorvo tuas pélvicas ao acaso mordo  meus
seios e tu sorri....são tantos fetiches
entre nossos hábitos é só olhar nossos dedos
a palma de nossas mãos....
escondendo sobre um labirinto de água fresca
cremosa e límpida....minha língua suga as suas veias
entra invadindo até a sua alma e deixando a minha
pulsante na vulva das catedrais de minhas entranhas
sobre teu olhar atento....e apaixonante

POESIA DE BEY CERQUEIRA