segunda-feira, 7 de maio de 2012

RECADO DO RECANTO PARA BEY CERQUEIRA


Quando ao dizer teu nome meu coração calar
Corres perigo de chorar ... chorar pela minha
passagem, fim de todos nós
Quando olhares para o lado, seja  qual for, e, eu
não estiver, corres o  risco de chorar....
Uma  ausência, breve, pois alem de ti.. de mim...
há um escalar além das vontades mas és capaz de mais
algumas luas junto a poesia
Existe um bosque onde colhemos  flores lá estive
arrumando nossa casa
Não sabes, mas tem um riacho mágico onde moram
boas risadas
Moram lá olhos  mágicos que antecedem as palavras
eles pronunciam os sentimentos... so que louvaveis
Lá onde mora a paz, moram muitas pessoas, não
ha pranto...  só que não podes falar alto, e, nem eu
com aquelas gargalhadas, podemos ficar, é preciso
nos adaptar ao lugar
Não te contei ontem,  vi meu pai  .. minha mãe  mas
eles  pensaram que eu havia  fugido de casa ...
Ficaram bravos! foi  sim...  e eu  também não sabia ...
o que  dizer,  até  não os reconheci  muito bem ...
Apenas  sei  que lá  estão muitas moradas,  inclusive,
a paz  sonhada  de tantos  a minha  ... a tua  ...
Mas antes  que  tu vá  tens que  ficar  um pouco ainda, amor
aqui  sem mim... tens que te acostumar .. é um lapidar
Porém  nossa  casa é lá  ... ah!! nem deu tempo de saber
se a poesia  se faz ... não ouvi  som  de  das falas  ... mas
a poesia  nasce  sem  som  .. como  diz  Gullar

Sulla Fagundes

domingo, 6 de maio de 2012

O MEU PRAZER


o meu prazer no seu gozo leitoso bem devagar
saindo dentro de mim como uma cadela gata 
chame da forma da qual mais lhe interessa
como quiser esse nosso em mim rolar de charme
sedução porque desse buscar de nós duas
sou até a sua puta uma mulher a mim em chamas
ativa feminina e linda 
enquanto eu vou  me repondo e
desejando que continue em mim...


POESIA DE BEY CERQUEIRA

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Espinhais




Espinhos  constantes
A machucar o lamento
Entre lamurias espinhadas
Rasam -se os  olhos d'alma
Coroam se os amantes

As mágoas, espinhando mais
corações
haveria não amar, para   não
espinhar-se nas rosas

Hão de amanhecer mais  dias
apaixonados
A inverter a poesia  de amor
em fissuras,  espinhadas

Passando entre as linhas, as
quais  escrevo
Daria  eu, nome    aos   meus
espirais  espinhados
Ou me  calo,   dentre a mais bela
delas

A espinhada poesia

sulla fagundes

Me deixe


Ser  tua   poesia   tua  chegada
Teu ponto de partida
Teu único porto,  a tua paz  sonhada
Ser  tua  amada

Me  deixe
Encantar teu dia,  agasalhar tuas  noites,
Me  deixe  chegar com tudo que tenho, é
tão pouco o que trago, não ocupa muito
espaço
Um baú de  sonhos....
Um pote repleto de mágoas

Me  deixe
lavar a alma,que seja por ti a razão   dos
meus versos
Me deixe compor teus dias  como uma
poesia  ...
Aquela que  todo poeta sonha  ... não a
que inventa

Me  deixe
Ficar  nos teus  sentidos, calar aos teus
ouvidos o que trago guardado,   que  se
faça em sussurros, a canção que  sonhas,
Falar mais  com os olhos aqueles, que
brilham  ao te ver  que te poe a tremer  ....

Me deixe
Ficar mais  nua  ... desnudar os meus
meandros, como estrelas a desvendar
cada madrugada

Me deixa ficar
Não me ponha sentada, assustada ....
Me afague os cabelos, diga da doçura, as
quais,
amadurecestes a minha espera só para
me presentear
Me deixe  ficar  mais perto  que  hoje  mais
perto  que  nunca  ....  me deixe  ficar

sulla fagundes


domingo, 29 de abril de 2012

RESGATE


Quando um dia, realmente amanhece
Um mergulho acontece
Raiar ou banhar-se
Virando páginas voltar a
algumas
Lendo, com outro entendimento,
maduro ...
Um termino de frase.. um ponto
Uma oração coordenada
Estalar de dedos despertamentos
Um banho reparador .. limpando num
mergulho, o que pesava demais

Claro, pulsante, adolescente
Desejos arrepiando a pele, todos os
pelos
Um amor abraçando calmamente ...
Um segredo, revelado, reconhecendo o amor
Estar sinceramente, com seu próprio nome
reconhecer-se a si mesmo e ao outro .
É como resgatar a alma, recolocar as cores,

guardadas nas saudades
Deitar-se na lua, e sua calmaria, nascem mais
poesias
Dormir em braços fortes aconchego, amparo
Silenciada em plena satisfação do corpo, tão
secundário
Sem palavras pronunciadas ... apenas dirigidas
nos gestos
Um toque .. as mãos, numa linguagem universavel
e coloquial
Dizem dos carinhos e caricias, antigas, numa...
 retratação diária...
São atos, tão novos, apaixonadamente ... avesso

sulla fagundes